01 March 2006

fotos!

estão aí. não todas, que não levei a câmera pro meio dos blocos. perder, só a dignidade. (e o boné, o óculos, mas enfim...). o resto fica na memória. :)


até o grupo de rock se rendeu às marchinhas de carnaval e resolveu, por iniciativa privada e própria, dar canjinha de sambas com uma batida mais rapidinha no meio de ipanema.

luzes da rua e as da favela do vidigal.


ganhei um bunda-le-lê exclusivo quando soltei um flash e assustei os mijões que estavam poluindo nossa calçada. (heheheheheeheh, sei que não devia, mas meu lado moleque de 12 anos tem o maior orgulho de ter ganhado um bunda-le-lê exclusivo)

relax
eu e o má. a gente não se parece? (o que crescer junto não faz...)
não podia, mas vou contar: isto sou eu e a nana pirando na janela que éramos destaque de escola de samba.
comprei este óculos no boitolo. perdi no boitatá.
as duas fabis dando uma de gostosas.

fê diz:
- será que foi com ela mesmo com quem eu casei?

antes de ir pular no céu na terra.

eu e bru vendo o bloco passar no jardim de casa

simpatia é quase amor.

as princesas e a etê. (e o fei lá atrás, hohoho)

tão bom quanto a praia.

amarração de amor


pessoa amada,
você tem até segunda.
sim, um dia a mais para não dizer que não levei em conta a margem de erro.

28 February 2006

gringous

alguém se lembra do neil? e do will?

o neil e o will foram dois sul-africanos que ficaram na minha casa em... em... bom,não me lembro quando. faz alguns anos. faz tantos alguns anos que descobri que o will estava na indonésia durante o tsunami e o neil estava em londres numa festa vestido só de toga, dentro duma igreja invadida.

são (pelo menos eram) dois meninos legais. dois sul-africanos brancões - descendentes de ingleses, acho -, engraçados e ... bem, gringos, empolgados. convivemos intensamente durante as duas semanas que ficaram em casa. foi a última vez que curti ser babá.

hoje saí para o bloco final do carnaval. um pouco cansada demais, empapuçada demais de tanta cerveja, mas nada que um "mamãe eu quero, mamãe eu quero mamá!" não resolvesse. animação a postos, vamos lá. bloco do bip-bip.

como o bip-bip fica em copacabana, a quantidade de gringos é imensa. e gringos + copacabana não é a melhor associação possível (fiquei mais certa disso depois que pasei na frente do help club e discoteca, recheado de prostitutas - e clientes dos quatro cantos do mundo). mas, no meio da folia inocente (bip-bip) descobri quatro caras que reproduziam fielmente a fisionomia da dupla que hospedei. são sul-africanos, pareciam legais, chamaram a atenção.

eu, que estava dando atenção, acabei virando voyeur. junto com a fê, observei os gringos - repetindo, eram quatro - fazerem um conversê danado com uma menina que vendia cerveja. e vai que chega um, leva o isopor, chega o irmão mais novo, chega o outro, um sai, outro vem. a garota vai embora. volta com uma amiga. depois volta de novo. e a gente indo de um lado para outro tentando acompanhar.

até que em um determinado momento - nada ainda concretizado, apesar de nossa certeza de que havia algo de podre no reino de copacabana - um dos gringos veio me rodear. travei. afinal, quem estava olhando - sem parar - era eu mesma. olhei para o tuba - já bravo, pois ao me rodear, o suposto sul-africano rodeava a fê também - e não desviei o olhar.

o gringo, sem sucesso com sua voyer, foi embora. nós também. afinal de contas, já eram mais de três da manhã e o ritmo de bloco todo dia o dia todo tem uma hora que cansa. até a curiosidade de saber o que aconteceu no final das contas cessou. melhor: existem histórias que são melhores a gente não saber o fim.

27 February 2006

carnaval - parte 2 (ou o boitolo)

preciso cuidar para não me empolgar. ontem, no calor das tantas (tantas mesmo) cervejas tomadas eu quase tento arranjar um emprego no rio. quase me mudo de vez prá cá. enfio o pé na areia, fico olhando o pôr-do-sol e não saio nunca mais.

claro que tudo é tão mais fácil quando se é carnaval, quando você está num apartamento de frente para o mar e tem alguém fazendo ovos mexidos no café da manhã. tudo seria mais difícil no quitinete em botafogo, trabalhando com os cariocas e tendo que ouvir piadas meio bestas. tudo seria bem mais fácil se houvesse um cordão do boitolo nascendo toda vez que eu viesse prá cá. como não tem, eu fico com são paulo, minha cidadezinha-zona, meu apartamento lilás com meus lustres todos novos e minha camona de casal recém-adquirida, o zumbidinho gostoso, o calorzinho bom de voltar prá casa no fim do dia de trabalho.

mas calma. voltemos ao boitolo. eu explico. a história é boa.

dez da manhã quando a fê acorda assustada, dizendo que íamos perder o bloco do boitatá, este sim um bloco tradicional do rio. praça XV. centro. fantasias obrigatórias. "muito legal", proclamam os experientes. café da manhã em 15 minutos, ônibus, praça XV. e nada.

andamos de um lado pro outro sem encontrar nada. já estávamos nos convencendo que havíamos sido enganados - e pensando na praia - quando passamos por duas meninas vendendo cerveja (uma delas a bibi, que acabei descobrindo ser o meu novo nome - coisas da bebedeira do dia anterior) e paramos para assuntar. "aí, não sei onde tá tendo bloco não", soltou uma no maior carioquês. "ali na frente tá tendo um bloco, maix acho que é só de camelô", soltou a minha xará.

fomos andando.

de repente, uma pequena confusão, uma entrada, uma travessa e algumas pessoas fantasiadas. oba, vamos lá. à medida que íamos nos aproximando, o que antes era um barulho se tornava cada vez mais o som das marchinhas de carnaval. um razoável grupo de pessoas se aglomerava em volta de um "soprador solitário". achando que havíamos encontrado o tão procurado bloco, já abrimos o sorriso. que só ficou maior ainda quando descobrimos que um novo bloco havia sido formado pelos órfãos enganados do boitatá. "o boitatá não apareceu, então a gente criou o boitolo". e viva o boitolo. ou seria boicotá?

o nome foi eleito através do voto popular (uma placa de papelão disponibilizava as duas opções) enquanto o bloco dava voltas e voltas pelo centrinho do rio, enquanto a gente ia cantando todas as músicas, enquanto eu me empolgava mais e mais e dançava do lado da banda, atrás da banda, perto da banda, Bibi Fonfon, carnavalesca recém-batizada.

eram 3 e meia da tarde quando o pessoal resolveu ir embora. eu iria atrás do boitolo prá sempre, cantaria todas as marchinhas (aprendidas na marra por osmose), aprenderia a tocar pandeiro, seria a menina da cordinha.

é só uma pena que o carnaval acaba, que o santo da folia sai do corpo e que a gente deixa todo o estupor de lado. ou não. talvez seja bom. dá um gostinho de espera, espera pelo boitolo, espera por conseguir colocar prá fora um grito meio que constante, que é essa alegria instantânea de carnaval (delícia).

e, a propósito, fomos hoje no boitatá. que, nem de perto, foi tão legal quanto o boitolo. não aguentei mais de dez minutos e voltamos prá praia. o dia foi inteiro de pé na areia.

(o pôr do sol continua lindo, mas me deixa com saudades da minha cidadezinha-zona, do amarelinho que eu só consigo achar tão lindo por lá).

e, assim sendo, viva o carnaval. e viva os jacarés e os resgates de redinha.
viva a pausa.

26 February 2006

carnaval

pausa do meio da vieira souto (sim, apartamentão aqui) prá dizer:

o carnval do rio está sendo fantástico. me lembrando o ride palhaço quando a gente cantava em blocos:

"oh quanto riso, ó, quanta alegria,
mais de mil palhaços no salão,
o pierrot está chorando pelo amor da colombina
no meio da multidão..."

- chega! - a fê acaba de me dizer.
minha cota de internet do feriado is over :0

21 February 2006

19 February 2006

no marriage

"Fucking decent mid-priced whores twice a week is less expensive than a wife"

é isso, entre outras, que prega o tal site americano www.nomarriage.com, que tenta convencer os homens que:

1. o sexo acaba após o casamento
2. qualquer homem americano pode conhecer uma mulher estrangeira e ter uma vida feliz com ela
3. os homens não deveriam pensar em se casar e ter filhos antes dos 40
4. qualquer "puta baratinha" duas vezes por semana é mais barato que ter uma esposa.



uma vez eu voltava do almoço e andava na frente de um grupo de uns 3, 4 caras. ouvi um deles dizer que "ah, pô, é mais barato que levar uma mulher prá jantar".


(...)
poisé. e eu aqui reclamando da vida.


Letter-writing is good!

LETTERFU!

que parte eu perdi? (vol. 2)

que parte minha eu perdi esta noite prá ter acordado assim?
(que raios de ferida é essa que não fecha nunca?)

18 February 2006

que parte eu perdi?

que parte do tal filme brokeback mountain que faz todo mundo chorar? e os amigos do amigo que não pararam de esguelar nenhum minuto? me digam, por favor, que ou sou insensível demais ou realmente assisti a uma versão editada.

só pra constar: tem uma propaganda da gelol me despertou as mais profundas lágrimas. e eu sempre choro numa série de tv muito bagaceira (nem digo o nome) que fala de anjos.

mais clarice

tá ficando chato, mas olha que legal. li depois que eu escrevi aquilo que estava aqui:

"A moralidade. Seria simplório pensar que o problema moral em relação aos outros consiste em agir como se deveria agir, e o problema moral consigo mesmo é conseguir sentir o que se deveria sentir? Sou moral à medida que faço o que devo, e sinto como deveria? De repente a questão moral me parecia não apenas esmagadora, como estremamente mesquinha. "

quando eu consigo entender a dona clarice lispector eu gosto dela. pena que isso só acontece em alguns poucos trechos do livro, hihihihi.

17 February 2006

por outro lado...

por mais improvável que pareça, estou lendo um livro da clarice lispector. sim, improvável porque não é bem o tipo de livro que eu mais gosto. o tipo de livro que parece que o autor tomou drogas antes de escrever. cada vez mais percebo quanto funciono linearmente - pelo menos a linha de pensamento no caso da leitura - e em como não consigo entender grandes viagens literárias. acho que sou mais a favor do exemplo. (pode desenhar?)

anfam. se eu consegui entender direito até agora, ela diz uma coisa que é interessante. não sei se vai ficar claro, mas vou tentar:

ela escreve que estamos pensando sempre no futuro. em como vai ser bom quando isso acontecer, naquilo outro. tem a ver com a morte, pois também podemos imaginar a morte. não podemos imaginar a vida, que está acontecendo a todo instante. logo, a vida é nada. é um nada. [!!!] . o futuro é a esperança, mas deveríamos matar também a esperança, para vermos se conseguimos viver o presente, sermos alegres no presente, aproveitarmos esta vida que temos.
não que isso tenha a ver literalmente com comer uma barata [ela come uma barata morta no livro, irrc], mas talvez seja isso de aproveitarmos tudo, até o imundo da vida.

não sei se há alguma moral. nem sei se eu entendi direito [estudiosos da doidona lis... , ops, digo, clarice lispector, me avisem se é isso mesmo], mas foi isso que entendi até agora. depois que eu terminar de ler o livro eu vejo se confere.


só porque este blog estava completamente sem fotos e o jantar mantar é um dos lugares mais lindos que eu já fui na vida.

action

acho que preciso de um pouco mais de tempo para escrever sobre isso (são 7 da manhã e eu preciso ir trabalhar) mas antes que eu me esqueça, gostaria de deixar registrado. quem sabe eu leio depois e sossegue.

tem coisas com as quais não adianta tentar brigar. são muito mais fortes que você, muito mais poderosas. (...) ok, ok, o velho papo do não se entregar para a tristeza nunca. concordo. mas há coisas contra as quais a simples ação não resolve.

ir embora nunca resolverá um problema de falta de identidade. ou qualquer outro problema. morar com outras pessoas não resolverá o problema da solidão. ameniza? esconde? sofrer prá quê? não é bem por aí. uma ação neste caso será sempre algo um pouco mais imediatista mas que não resolve o problema por completo.

acredito que viver é também conseguir suportar e guardar espaço para as coisas ruins, tentando entendê-las até que elas saiam naturalmente de dentro e parem de fazer parte da tua vida.

ando um pouco impaciente. e a impaciência me dá uma sensação de que não posso contra o mundo. que tanto tempo já passou e as coisas não caminharam junto. mas não é bem verdade. a verdade é: estou impaciente.

então não vou me mexer muito. tem uma agulhinha aqui dentro e, por mais que doa, preciso aprender a conviver com ela.

14 February 2006

vovó + (-) um celular (+) um rombo no carro

ia começar falando de como o fim de semana na casa da vovó lena me faz bem. em como é difícil morar sozinho numa cidade como são paulo quando sua família não está aqui. conversando com a nana outro dia, ela matou a charada: o problema é a família. a família faz com que os dias sejam muito mais tranquilos, que o domingo seja muito mais agradável. e eu estava muito feliz porque descobri a solução: domingos em são paulo, só em vinhedo.

é que os domingos em vinhedo são muito simples. o domingo típico é almoçar com minha vovó e seu namorado (ela tem um "amigo colorido") e passar a tarde jogando tranca com eles. visitar o chico, o tio chico e a fernanda. depois voltar no fim do dia e ir ao cinema com alguma companhia boa e com a sensação de que os domingos não são tão difíceis assim.

eu ia falar desta descoberta boa, mas estou triste. fui roubada ontem à noite, quando voltava dum curso que estou fazendo na maria antônia. dois marmanjos vieram atrás de mim com uma faca e "pediram" o celular. pelo menos foi só o celular, não a bolsa. pelo menos o celular não valia nada. pelo menos não fizeram nada contra mim. mas o susto é grande e a sensação ruim nem dá para explicar (ou dá, mas não sei se quero fazer uma descrição dela aqui, me prometi que não ia matutar sobre assuntos ruins).

um guardador de carro anjo me emprestou o celular e foi comigo até o meu carro, na sabará, para encontrá-lo arrombado, com a porta dobrada. o choro aumentou quando fiquei sozinha. a sensação foi mais ou menos a mesma do hospital no dia em que bati o carro.

enfim. pelo menos não levaram o ipod nem o livro que eu ganhei ontem. coincidência que os presentes ficaram. e, de lição, ficou um sinal de que realmente ainda não é a hora de ir borboletar por higienópolis tarde da noite. são paulo não é difícil só nos fins de semana.

09 February 2006

g.h.

"Ontem no entando perdi durante horas e horas minha montagem humana. Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida. Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser? e no entanto não há outro caminho. Como se explica que meu maior medo seja ir vivendo o que for sendo? como é que se explica que eu não tolere ver, só porque a vida não é o que eu pensava e sim outra - como se antes eu tivesse sabido o que era! Por que é que ver é uma tal desorganização?" - c.l.

08 February 2006

algo muito pessoal

passado o momento das dores desesperadoras, quando você já consegue sorrir um pouco mais e apreciar genuinamente as coisas pequenas e sutis que acontecem na sua vida você pode se confundir um pouco e achar que está tudo bem.

melhor do que antes está. tudo bem, ainda não.

os problemas mudam um pouco, mas são misturados e de modo nenhum separados em partes ou categorias. da minha experiência (e só posso saber dela pois não sou nenhuma especialista em dor, nem teórica nem prática - ufa) posso contar que a solidão tem sido meu maior problema. não é a falta de ninguém, nem a lembrança de momentos vividos de felicidade e completude. é justamente a falta deles e, talvez, melhor ainda, a sensação de incapacidade de sentí-los novamente. conseguir separar e identificar meu inimigo real foi um grande passo para o começo de minha "recuperação".

ao mesmo tempo em que me sinto só e sei que este é O problema, não posso dizer que deixei de viver meu pequeno "lutinho". perdi alguém que me era muito caro e, infelizmente, minha capacidade de dar prosseguimento à vida como se nada tivesse acontecido não é tão desenvolvida: se consigo, de um certo modo, relativizar o tamanho do vazio deixado por esta perda, tenho tido alguns muitos problemas em preencher este mesmo buraco. meu único consolo é que sei que, quando passar, passa tudo de uma vez. eu me conheço e este buraco já foi deixado vazio antes. menorzinho, mas foi um buraco. e foi preenchido.

até tudo isso acontecer, resolvi me acalmar e ir em frente. o tempo não espera que eu resolva meus problemas para conduzir a vida. meu lutinho dorme e acorda, dorme e acorda. dorme quando me apercebo das coisas felizes - que têm sido muitas. dorme quando me apaixono, mesmo que por algumas semanas. dorme quando me sinto tão forte e grande e poderosa e, consequentemente feliz, que acho que posso dominar o mundo. mas é justamente nestas horas que meu "lutinho" acorda novamente, como que para me lembrar de que ele existe: através de sonhos, ou quando cruzo uma pessoa no corredor do trabalho, ou apenas por um cheiro, uma imagem, uma lembrança que vem do nada. nestas horas eu corro para o banheiro e choro, um choro intenso, sonoro, triste. mas curto. e daí depois eu respiro fundo e volto prá vida, que eu sei que ela não vai me esperar.

06 February 2006

padrões

certos padrões de comportamento são conhecidos como qualidades. assim, se alguma pessoa é sempre generosa, generosidade vira sua própria qualidade. no entanto, alguns padrões de comportamento devem ser tratados meramente como padrões de comportamento. possuem uma característica tão insossa (outra qualidade/defeito, mas não vem ao caso).

tudo isso para contar do meu último padrão de comportamento: a minha incrível capacidade de acordar exatamente um minuto (não mais, não menos) antes do horário em que meu despertador está programado para tocar.

02 February 2006

quem falou que funciona?

o lado garota enxaqueca resolveu aflorar. tá tudo bem: trabalho ótimo, vida pessoal melhor ainda, família excelente, amigos não preciso de melhores. mas vender minha mesa que é bom, nada.

e tomara que eu não me lembre do nome do indivíduo que me disse que valia à pena dar todos os meus dados para o mercado livre para conseguir vender o trambolhão que habita minha sala. porque senão vou mandá-lo ir para o mercado livre ver se ele consegue vender a sogra. a vovozinha. o diabo que o carregue.

tudo bem: meu produto não é muito, digamos, vendável. comprei uma mesa tamanho GGG numa liquidação, pensando em como estava sendo esperta. estava para montar um escritório e a mesa fazia todo o sentido. formato em L. furos prá fios dos computadores. design anatômico. perfeita para o espaço que iria ocupar. bem dito: que iria. não ocupou. a vida deu mais uma volta e eu não montei o bendito escritório. mas tive que ir retirar a mesa na loja depois de me ameaçarem umas três vezes de que se a deixasse lá ela seria doada de volta para eles mesmos.

a mesa veio para o já atulhado apartamento mas a espertinha aqui pensou: xananan! vou vendê-la novamente! e qual a melhor maneira? mercado livre! funciona nos estados unidos. funciona na inglaterra (até tinha um amigo que checava o e-bay* todos os dias, com a mesma naturalidade com a qual eu checava meus emails). "é isso, a internet é o canal", pensei. as compras pela internet crescem assutadoramente por ano. muitos usuários. etcs e mais etcs que leio no jornal todos os dias e que deram mais credibilidade ao negócio online.

não vou contar que não vendi a mesa. isso já ficou claro. mas vou acrescentar que meu produto foi um fracasso total. que, além de não conseguir um lance (o mercado livre funciona na base de lances, como se fosse um leilão), ainda me ofereceram trocar minha mesa por um cão rotweiller! poxa, se no meu apartamento não cabe uma mesa, o oque deve ter na cabeça do sujeito que me ofereceu um rotweiller? talvez apenas ração. ou cocô mesmo. de rotweiller.

a mesa continua aqui. meu computador está sobre ela. meu computador, meu som, meus cds, algumas roupas, almofadas, livros, canetas, pacotes. cabe tudo aqui. mas ela está à venda. pelo mercado livre ou não. se alguém quiser, é só me dizer. mas já aviso já: não aceito um rotweiller em troca. nem um dogue alemão. afinal, é sempre bom lembrar que meu apartamento tem menos que 60 m2.

*ebay: versão em inglês do mercadolivre. ou melhor: vice-versa, o mercado livre é que é a versão em português do ebay.

01 February 2006

antes de mais nada

o texto abaixo foi um "estudo".
publiquei porque tenho bloqueio quando escrevo num word. a única maneira que escrevo com certa fluidez é quando vai prum blog. pá-pum. ou no meu diário de textos estranhos super ultra secreto, que ninguém vai ler.

pronto. e não dá pra contar mais nada porque sempre que eu conto alguma coisa antes de acontecer, ela não acontece.

Coisas que eu já fiz na frente de uma câmera

Calma, não é para se assustar com o tema deste post. Não sou loira, nem alta, nem a Paris Hilton. Para quem não sabe, Paris Hilton é a filha de um multimilionário americano que ficou famosa ao ter as suas, er, bem, digamos, "intimidades" com o namorado gravadas e (bem mais do que) divulgadas pela internet.

Pois bem. Há coisas muito mais legais – e inofensivas – que podem ser feitas com a ajuda de uma webcan. Como, por exemplo, os videologs. Vamos lá, ao funcionamento: é o mesmo de um fotolog só que, ao invés de fotos, você publica… tchananan! … seus vídeos. Além disso, querendo se exibir mais um pouco ainda dá para usar a câmera para ver – e ser visto – nas conversas pelo messenger. Ou ichat. Ou AOL. Icq. Yahoomessenger. Google talk. Não-sei-mais-oquê-talk-messenger-etc. E por aí vai.

Pois bem. Já que paguei caro, tento tirar o maior proveito da minha mini câmera. Inclusive me vingando de um cara do ex-trabalho para ganhar uma aposta (nossa, me senti o diabo agora). Mas a história é boa e vale a pena contar. Meus netos, pelo menos, um dia vão ouvir.

Conectei a câmera do meu msn com alguns amigos e falei: "duvidam que eu faça o Infeliz* dançar a macarena para vocês?" Ninguém acreditou como ainda me ofereceram alguns (poucos) reais caso conseguisse concretizar a tarefa. Deixei a câmera posicionada. Chamei a vítima. Inventei alguma história cabulosa do tipo estar testando uma nova versão para a macarena para minha aula de dança africana (?!?) e que precisava de ajuda para testar uma versão baseada nos movimentos rítmicos do tambor (?!?). E é claro que, depois de tanto blábláblá africano, ele mordeu a lança, ops, digo, a isca. Pois bem: lá se foi um "HEEEEY MACARENA" para uma audiência recorde no meu msn (o ibope mediu 10 pessoas do mundo todo conectadas ao meu showzinho). Faltou o som, faltou o reprise (super solicitado), mas calma lá, precisamos lembrar também que eu estava em um escritório, não num estúdio de gravação.

Mas daí entra um problema. Como as câmeras já estão mais do que incorporadas ao dia-a-dia de algumas pessoas (internérdicas como eu), corre-se o risco de esquecer-nos delas. Tomar cuidado para não ser alvo do próprio veneno. E se lembrar sempre da máxima de que dia é da caça, outro do caçador. Ficar atenta é sempre bom. Tomar cuidado para não mandar beijos para um, enquanto a câmera estiver ligada com o outro também é uma boa idéia. Pentear o cabelo antes de ligar o computador, outra. Dancinhas bestas não são mais permitidas (será?). Pois eu quero ver agora quem vai sentar na frente do computador com aquele pijama de anteontem e com olheiras da balada. Para estas corajosas eu tiro o chapéu. (E desligo a câmera).

E aí. Aonde será que vamos chegar com tudo isso? Por que do lado de cá eu me pergunto se daqui a pouco não vão acabar inventando um "cheiro para web" e até perfume vamos ter que escolher antes de ligar o computador.

Haja tecnologia.

* Os nomes foram modificados para preservar a identidade do moçoilo.

30 January 2006

solitários noturnos do supermercado

quase meia noite. descubro que os solitários preferem a noite para suas compras do mês. que, por sinal, nunca chegarão nem perto das compras do mês dos não solitários, afinal nunca dão conta mesmo de consumir muita comida.

e aonde estarão os não-solitários neste momento? é óbvio: entre os seus. assistindo televisão, lendo, conversando. em companhia de suas famílias, de seus companheiros, de seus amigos. os solitários apenas fazem compras à noite tentando preencher com esta atividade o buraco que deixa o apartamento vazio no momento em que rodam a chave e descobrem que não há ninguém.

o escuro amedronta, sim, os que não têm medo de nada.

só ela mesmo

só minha vó para me ligar sete da manhã (num dos únicos dias em que eu não precisei acordar antes disso para trabalhar) apenas para me "recomendar" a amizade de uma menina que está morando na casa dos meus tios aqui em são paulo.

eu mereço?

27 January 2006

no capricho

poisé. cá estou eu. no meio da redação da capricho. no oitavo andar do prédio da marginal. meu computador ainda é provisório, o sistema operacional é o o.s. 9.001 e eu ainda não tenho crachá. crachá com foto, por sinal.

faz pouco tempo. hoje é apenas o meu terceiro dia. ainda não estou fazendo a revista de fato, a proposta é nova e eu faço parte deste novo período. esta nova proposta é um grande desafio com o qual, devo mais do que ressaltar, estou mais do que empolgada. mas, infelizmente, assinei um termo de discrição que não me permite dizer mais nada. vamos ter que esperar até abril que é quando as minhas páginas estarão nas bancas de todo o país. empolgante, não?

ocupamos uma quadrinha aqui do prédio e terei 21 colegas de trabalho. saem algumas pessoas, entram outras. estou gostando muito do que estou (vi)vendo. e aprendendo a controlar a ansiedade que eu tenho de começar logo a por a mão na massa.

continuo com os projetos paralelos. não abandonei nenhum freela e quero, de qualquer jeito, conseguir uma das metas profissionais de 2006: a das capas de livros. bom, acho que estou mais perto disso aqui que trabalhando com internet.

me esqueci de contar: saí subitamente do trabalho novo e, mesmo assim (e por incrível que pareça), não fechei portas. recebi elogios e até propostas. mas não. trabalhar na capricho era um sonho impossível 6, 7 anos atrás. agora não é mais. e este tal projeto novo e misterioso está me deixando muito feliz.

mas voltando ao não-abandono dos freelas. às vezes isto me faz esquecer que sou uma só. estou um pouco cansada demais, estressada demais (chorei no carro outro dia porque um motoboy chutou meu retrovisor) e precisando parar. para se somar a tudo isso ainda estou com a aimi e o paul em casa, ávidos por conhecer o rio, são paulo, churrasco, caipirinha. e, pior ainda, me dando broncas por eu trabalhar demais. confesso que ontem, cansada como estava, não estava com humor para ouvir lições de moral e acabei sendo um pouco rude.

a desiree já quase que se mudou por completo. já não dorme mais lá e só deixou o espelho do banheiro e umas caixas de leite na geladeira. eu preciso agora resolver a vida e começar a arrumar as coisas do jeito que quero. começando por comprar um ferro de passar roupa.

poisé. estamos assim. do nada, a vida deu mais uma volta. eu continuo andando, um passo de cada vez, mesmo quando acontece tanta coisa que parece que preciso juntar as forças para achar o equilíbrio.

e no resumo, tirando uma espinha que está doendo bem no canto da minha boca, está tudo bem.

22 January 2006

santa rita e as tardes de sol em família

só dá ela.

com a vovó lelê
com a mamãe

com a tia mais legal do mundo
com a mamãe e com a tia isa. no seu super carro conversível.

20 January 2006

uau

uau uau uau.
ACONTECEU.

mas, como ainda não estou acreditando, aviso na terça, que é quando começa.
só para constar: estou muito feliz.

trânsito em são paulo

acho que sou programada para fazer o "horário normal". o horário que todo mundo faz. o horário do trânsito. mesmo entrando mais tarde, seis da tarde já começa a coceirinha. péssima idéia para quem trabalha na putaquepariu da berrini.

quando chove - como ontem - a gente fica parado no trânsito. desliga o carro e espera.

wow

wow
wow
wow
wow:

it's happening!!!



19 January 2006

saber

acredito que um dos nossos primeiros "dar-se conta" é em relação ao nosso corpo. já mencionei minhas impressões sobre minha sobrinha, como eu acho que funciona a grande-tudo-menos-máquina que é o corpo humano. em como eu acredito na alma que é posta ali dentro e precisa descobrir como funciona, o que é, como se faz, ao mesmo tempo em que aprende como funciona, o que é e como se faz também o mundo a sua volta.

minha "teoria" tem como principal suposição que o processo de crescimento acontece continuamente e, mais que isso, conjuntamente. não acho que podemos nos dividir - no sentido literal - em corpo, espírito e intelecto e tentarmos trabalhar estas partes de uma maneira separada. nem que seu corpo possa estar bem, mas o espírito nem tanto.

à medida que crescemos, não acredito que o mecanismo mude. evolui, sem dúvida, junto com nossas experiências e o que conseguimos tirar delas (acreditem: há gente que nunca aprende), mas a maneira de aprender apenas se torna um pouco mais complexa, detalhada, cheia de pormenores.

sendo assim, chego à seguinte conclusão: quanto mais conhecemos nosso corpo e/ou nossa mente e/ou nossa relação com a espiritualidade, mais crescemos, mais próximos estamos de conseguir viver esta vida sem tanta angústia. sem tanto medo. ou sem sofrer tanto à toa.

olhar para dentro, no entanto, não é muito fácil. poucas pessoas fecham os olhos e conseguem conversar com elas mesmas, ou ver algo neste mundo particular, escuro, completamente intateável, ilógico. às vezes achamos algumas pistas e meditamos sobre o possível resultado do mistério. muito difícil: na maioria das tentativas lutamos contra o inimigo errado e perdemos tempo o derrotando para descobrirmos que o significado do problema não estava ali. irritante algumas vezes. frustrante outras.

mas a busca deste olhar é fundamental. ser franco, principalmente consigo, é o mais difícil mas o mais eficiente. e, baseado nas pistas, chegar a "descoberta" (com ajuda ou não) do grande inimigo me faz lembrar a alegria de conseguir quebrar mais um limite em algum esporte favorito. algo que, mesmo não alcançando novamente, estará sempre com você.

agência, job, berrini e tudo o mais

é engraçado trabalhar em uma agência de publicidade. o ritmo é diferente, os trabalhos, diferentes e as pessoas não poderiam deixar de ser diferentes também.

hoje saí um pouco mais cedo (no meio da chuva histérica que fez o trânsito parar) e perdi o bolo e champagne em comemoração da nova conta que o meu departamento ganhou. a agência onde trabalho, em comparação ao que já ouvi falar, é bem menos esdrúxula no quesito "comemorações". fiquei sabendo que a fischer américa estourava champagnes no jardim por uma semana, toda vez que ganhava uma conta nova (não sei se ainda faz, fiquei sabendo que eles estavam meio mal das pernas). e que a leo burnett dava de presente ao aniversariante a quantidade de dólares correspondente a quantidade de anos que a pessoa completava (coitado dos novinhos). uma coisa que a minha faz e que eu gosto são os pães quentinhos todos os dias de manhã. mas também achei divertido o fato do dono, ao receber um prêmio Xis na cidade Y, no país Z (sim, é grande assim sim), estar com o celular ligado falando com a agência toda.

em uma agência de publicidade você pode ter seu messenger ligado - sem abuso -, visitar sites diferentes, com filminhos e tudo, atualizar seu blog, fotolog, entrar no yahoogroups. pode entrar às 10 e sair às 19h, ou até mesmo às 18 se não tiver muito prá fazer. mas também deve estar preparado para ter que ficar até mais tarde (bem mais tarde) se alguma das mocinhas arrumadinhas do atendimento (eu nunca acreditei que elas eram arrumadinhas até conhecer, achava que era lenda esta história delas serem todas arrumadinhas) aparecer com um "job" exatamente na hora em que você está desligando seu computador.

tpm

quando eu começo a chorar assistindo propaganda...
... é um mau sinal.

17 January 2006

jcb


a coisa mais fofa que eu já vi nos últimos dias.

e a palavra é...

pretensão
tudo bem que eu estou ficando rica. mas comprar móveis no D&D ainda não dá.

15 January 2006

sonhos de uma tarde de verão

(ou um churraco em mairinque)

Esquete 1: Dário e o pulo do gato
(dica: apertar play repetidas vezes, fica mais e mais divertido)



Esquete 2: a bóia indomada




Esquete 3: o jogo



Atores:
Fê Goleira, a campeã nacional de nado em cebolas


Renata e Laura, as irmãs que enganam

Giu, a careta

Tuba, Cod e Giu, os-não-fazem-nada


Maurício, Marcel e galera, os comilões

Yarinha, a domadora das bóias ariscas

tuba, o fotógrafo-até-debaixo-d'água

nunca esquecer

lembre-se de pedir menos e agradecer mais.

14 January 2006

where smart is sexy

não são só os nerds que estão em alta. as nerds também.

acaba de ser lançado nos estados unidos - sempre eles! - um calendário recheado de fotos pretensamente sensuais de mulheres que, ao invés de academias e salões de beleza, gastam a grande parte do seu tempo resolvendo complicados problemas de programação, informática, redes operacionais etc.

a idéia está no site GeekGorgeous e todo o marketing é baseado justamente em cima disso (óbvio). uma boa idéia, não fossem as fotos (algumas abaixo) lá das mais sensuais. digamos que um calendário feito de geek prá geek. e olha lá.

me lembra um filme baseado em fatos reais de um grupo de senhoras idosas de Yorkshire que, para levantar fundos para a luta contra o câncer, resolveu criar um calendário um tanto ousado. sim, um OldLadiesGorgeous com fotos das participantes nuas. O calendário foi um grande sucesso e, com o filme, ganhou mais destaque ainda.

enfim. nesse mundo marketeiro vale tudo na hora de se destacar. desde posar em cima de computadores até se cobrir com uma florzinha. eu acho que prefiro as vovós. acho-as muito mais simpáticas e as fotos, muito, muito, muito mais bem feitas.

(na esquerda, uma das páginas da geek girl, em cima de uma pilha de computadores. à direita, tricia, a idealizadora do calendário)

13 January 2006

por esta eu nao esperava

ou o que dá deixar pros outros (sem-noção) o que é trabalho teu.
ou o que é passar raiva
ou o que é usar da psicologia infantil para explicar que alterando a fonte você altera (e pra caralho) um projeto
ou o que é assinar um negócio que você não gostou, apenas para poder desligar o telefone.
ou o que é explicar que não, eu não faço projetos dos quais nao gosto.

eu era assim:





mas, infelizmente (e por outros motivos que depois eu conto) fiquei assim:








não parece que deu pau de fonte???

11 January 2006

tão rápido!

incrível como as coisas acontecem mais rápido do que a gente pensa, né?

meus dias estão dos mais corridos, montes de coisas para fazer. penso em quatrocentas coisas para escrever aqui (algumas panaquices, algumas novas histórias do lugar onde tô trabalhando, o causo de puxar assunto com o menino mais tímido do mundo e só descobrir isso muito depois, o causo do sr. espertinho, do shopping da firma, de como encontrei com 9 pessoas conhecidas no mundo subterrâneo, etc etc) mas não dá muito tempo.

quando acontece, acontece tudo de uma vez e, infelizmente (ou não), eu não vou perder tempo escrevendo enquanto eu posso (e preciso) estar ali vivendo todas estas coisas. juro que quando tiver tempo eu conto. são boas histórias mas justamente por serem muito boas agora não dá.

yeah!

09 January 2006

curtas

eba, como é bom pegar o carro prá ir pro trabalho. ou ir para o trabalho ouvindo rádio (de alguma forma). hoje o programa foi de humor. destaque para o presidente-wanna-be anthony garotinho discutindo com o repórter da rádio eldorado ao vivo. quase faltou se pegarem. e, no final da discussão, cai a ligação do secretário de segurança. e o repórter afirma: "a ligação não foi cortada". hiiehieheiehi

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LULA, SEU MANÉ: O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO COM AS TROPAS NO HAITI? ah, vai se f...

quadro comparativo 1 | vantagens e desvantagens

começar um novo trabalho é sempre muito legal. o gostinho de novidade faz tudo ficar mais leve. pra mim, no caso, mais leve ainda. então, com este espírito, eu criei o seguinte diagrama (aahoahaooah)

vantagens:
. a vista da chuva chegando, da chuva indo embora.
. trabalho num lugar onde só o meu departamento tem quase o dobro do número de pessoas do maior lugar onde trabalhei. sim, a experiência de trabalhar na "firma" é algo novo prá mim. a princípio, uma coisa legal pensar que nunca vou conseguir decorar o nome de todo mundo.
. meus colegas são legais, já deu prá perceber. mas também sou a única mulher da equipe, isso é suspeito.
. vou aprender algumas coisas na marra

desvantagens
. a vista da chuva chegando, da chuva ficando e do rio enchendo.
. trabalho num lugar onde nunca vou conseguir decorar o nome de todo mundo.
. começar é sempre meio lerdo, queria já estar fazendo um monte de coisa. (hmm, momento de análise, acho que a desvantagem é minha mesmo)
. vou aprender algumas coisas na marra

eba!!

cada vez mais curto

ano novo, trabalho novo, apartamento novo, vida nova, primeiro pôr-do-sol em são paulo. cabelo novo prá completar.
(tá, ainda não me acostumei e tô parecendo um cogumelinho, mas beleza. uma hora deve ficar bom.)

07 January 2006

voyeur musical

"ela sai do banho do lado de lá
eu ouço o chuveiro do lado de cá
entre eu e ela existe uma parede
tão pertinho da minha
morrendo de sede"

"toda vez que eu chego em casa
ela diz que vai embora
aquela mala me assusta
por Deus me apavora"

"eu bebo por amor,
por amor estou bebendo,
eu bebo por amor,
por amor estou morrendo"

(nada como ter um computador à mão enquanto a rita está lavando a varanda)

ops.

algumas coisas são muito pessoais para se (d)escrever num blog. como mais uma briga cá em casa. mas registrar pode.

(...)
pelo menos, apesar de ter pego um pouco pesado, eu sei que estou certa.

05 January 2006

vtnc, b

aaah, vai tomar no piiii, brother. passar a perna prá cima de moá? no way.

sou muito muito boazinha e com frequência deixo as pessoas passarem por cima de mim. na vida pessoal muito, no trabalho, mais ainda. pois bem: a folga acabou. vão todos para seus devidos lugares. inclusive eu. e o meu é bem acima do que até eu mesma penso.

ainda bem que estou de ótimo humor e até desta história eu estou dando risada. então ó, cuidado, xuxuzinha: os arquivos são meus.

panacona

"rê, presta atenção, cadê o re de renata?"

sim, meu carimbo veio errado e eu nem percebi. pelo menos só x-librei os dois livros das fotos.

como assim?!?

ontem estava andando na rua distraidamente quando percebi que estava com um sorriso enorme no rosto. sabe, estes sorrisos que saem involutariamente, que "te entregam", assim de bandeja, prá qualquer pessoa que te veja?

poisé. a maré anda de sorte. enquanto continuar assim, valha-me Deus, continuo esbanjando felicidade.

04 January 2006

mega-nerds

agora eu ganhei o prêmio: fiz um ex-libris! vou carimbar todos os livros que ler este ano. e ano que vem outro ex-libris. e depois outro. e outro.
*história do patinho: foi desenhado em londres, no dia em que as bombas explodiram. como não tínhamos transporte e tivemos que ficar em casa, aproveitei para desenhá-lo, em cima de uma foto que tinha feito no british museum dum pratinho grego da era clássica (existe era clássica??). pronto, uma bomba explode, um pratinho dando sopa e, alguns meses depois, eu tenho um ex-libris super lindo e personalizado.

secret heart

Secret heart
What are you made of
What are you so afraid of
Could it be
Three simple words
Or the fear of being overheard
What's wrong

Let her in on your secret heart

Secret Heart
Why so mysterious
Why so sacred
Why so serious
Maybe you're
Just acting tough
Maybe you're just not man enough
What's wrong

Let her in on your secret heart

This very secret
That you're trying to conceal
Is the very same one
You're dying to reveal
Go tell her how you feel

Secret heart come out and share it
This loneliness, few can bear it
Could it have something to do with
Admitting that you just can't go through it alone

03 January 2006

this strange guy

pego sempre o metrô carregando comigo um livrinho. como estou lendo um livro em casa que é um pouco grande, resolvi levar um dos pequenininhos da coleção da penguin books que comprei enquanto estava fora. ou seja, em inglês.

estava sentada quietinha quando senta-se um senhor em seus trajes sujos e meio esfarrapados bem na minha frente. antes de falar comigo ele abriu a boca e eu vi que ele não tinha muitos dentes e os que sobraram estavam um pouco pretos.

mas isso foi apenas em alguns intervalos de segundo (como estes tipos de observações normalmente acontecem). no momento seguinte ele me solta algo mais ou menos assim, em perfeito inglês: "hey girl, i know you have been waiting for a man and i am sorry i am not this man, i am too old for you, but here i am. but it's ok, i see you are a nice girl and i am sure you will be ok without me." e novamente eu vi os poucos dentes pretos restantes, pois ele abriu um sorrisão prá mim.

retribuí com meus muitos dentes e continuei lendo. ao ir embora, já na porta ele olhou prá mim, sorriu de novo e disse um "goodbye" bem alto. e foi-se.

não disse?


2006 é o ano do amor. e da leveza também.
mais fotos - do lima - aqui.
mais fotos - minhas - aqui.

mais uma para os nerds de plantão

cansado de esperar horas até encontrar aquela música no seu limewire fajutinho? ou quase conseguir a proeza de estragar seu mac tentando instalar os trinta mil plug-ins necessários para a instalação do nicotine? pois bem, seus problemas acabaram.

o soulseeX é uma versão para macintosh do famoso e difundido soulseek, inicialmente criado apenas para usuários de pc windows. como a rede de troca-troca de mp3 e afins é baseada no número de indivíduos que disponibilizam seus arquivos, quanto mais popular o programa, muito melhor. e, neste quesito, o busca-alma está milhas a frente.

mas a grande vantagem do soulseek sobre o limewire - na minha humilde nerd-opinião - é a possibilidade de se vasculhar os arquivos compartilhados de outros usuários e, o melhor de tudo, baixar álbuns inteiros, de uma vez só. isso, claro, dependendo da (des)organização dos arquivos alheios.