19 March 2006

uf...

open house betis e pablo
eu e pablito, o anfitrião
o prato é da betina, eu juro! só fui ajudar prá ela não ficar com a tal fama de comilona. a mulerada, la, lalalal-lala...
tuba e fê, sempre combinado, e o li, sempre um fofolino.
betis, no momento.
betis e fei

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

e churrasco na pati


paulinha
tati e a poderosa caipirinha de sakê
compras
fetu x churrasqueiracarlão solta mais uma das suas
e a gente sempre descobre umas outras...
eu + paulinho, fetu, rod, carlão e lino
nós de novo
eu, laranja.
adorei esta foto: fetu, rod, carlão, eu e lino

how bizarre.

http://www.brasil-club.de/home/editorial.php?id=0

e este obviamente não é o único.
:(

18 March 2006

uau!

Many of us on this side of the music business (the consumer side) have been saying that the old logic is a myth, and that trading songs via P2P actually encourages people to buy more music. They are exposed to more bands and a wider variety of music. They get a chance to get excited about new music in a much more direct and natural way. They aren't told about it by an advertisement or a video. They find it on their own or a friend tells them about it. They check it out, they like it, then they go to the store and buy the CD. And they probably buy more than just that one CD while they're there.

um ótimo texto sobre o sucesso dos artic monkeys, que fizeram exatamente o contrário do que "deveriam" no que se trata a marketing e vendas.

ps: ouvindo scummy.

este fim de semana

este está sendo bom também. desde o jantar de ontem (como eu adoro alho....) a deliciosa companhia fofoquística no café da manhã cheio de coisas gostosas compradas 8 e meia da manhã (gente, como eu madrugo!) passando pela compra de um gaveteiro lindo (não é prá mim!), pelo mega sanduíche + milk shake e pela sessão descarrego aqui na minha varanda***. o dia vai finalmente terminando e eu coloquei fim num dilema: fui lá e... fiz a unha do pé.

e agora tem a festa da betina. uuufa. quem aguenta?

***coloquei ordem na minha florestinha! fui lá hoje com a nana e mandamos ver nos vasos, sacos de terra (como são pesados!) e jardineiras. cheguei aqui e fui plantar tudo. som no volume máximo, cabelos presos e desapego com a sujeira. quando a bia veio devolver meu carro não me encontrou. encontrou uma pessoa com os pés, mãos, braços, pernas e a testa (sim! a testa também!) de puro barro. que medo e que delícia. nunca uma tarde na minha varanda tinha sido tão gostosa.

eu na panela na cozinha da casa das meninas.
hmmmmmm. que foma!

fim de semana passado

foi um fim de semana muito feliz.
só faltou foto da mamãe aqui, mas a família se reuniu toda para um sábado a la junqueira m. barros, incluso a bagunça e o tradicional passeio no shops.

eu e clarinha na minha camona

banheira improvisada. que chique tomar banho de piscininha!!
meu pai e lalá, descansando depois de me ajudarem a pregar todos os quadros nas paredes...

já saiu!

o podcast está no ar!
www.capricho.com.br, entrar na matéria de podcast e ouvir o que a gente fez.
(a senha para entrar é moda)

eeba!!!

17 March 2006

então...

sabe aquela sensação de ter que abrir espaço por conta dos sentimentos que não cabem dentro da gente e tal e tal?
poisé. tem a versão boa da sensação. a do sentimento ser bom, tão bom tão bom que precisa abrir espaço, só para não sair correndo por aí.

(que bom, né?)

16 March 2006

the concretes

estou melancólica hoje. acho que fiquei mais triste do que esperava por não ter ido no show do oasis.

mas prá quem gosta de curtir a tristeza a fundo (como eu), não recomendo ficar ouvindo no repeat todas as músicas que perdeu no show. baixe direto alguma coisa dos the concretes.

entrei no site e ainda estou tentando descobrir de que país exato da escandinávia os caras são. não diz. deve ser cada um de um lugar. coisas da globalização.

os vocais são femininos e as músicas todas bonitinhas. you can't hurry love é mais animadinha (era um superhit, ouvia na rádio direto quando estava em londres) mas a minha preferida - e a que ouço no repeat algumas vezes cantando alto no carro quando volto com o ipod no ouvido - é new friend. mas calma. antes de clicar no link ao lado e ouvir a música, lembre-se: é uma daquelas músicas pra quem tá louco para dormir abraçadinho com a melancolia. esta e loving kind. dêem só uma olhada nas letras e me digam se é ou não prá chorar.

new friend
I called you, she answered.
got strangeled on the way.
she gave you the phone, said it was for you.
didnt know, didnt know, didnt know,
didnt know you got yourself a new friend.
if you need a friend
you can call me again
I wont call you cause of your new friend
it's harder than I thought
being on my own
remember you said you needed me there
it's too late, it's too late, too late, too late
and you got yourself a new friend
if you need a friend
you can call me again
I wont call you cause of your new friend



loving kind
she needed lovin in the morning
he kept asking her why
to be held and comfort
in her bravest time
instead he gave her a feeling
she should run n' hide
without knowing direction or cause
if you were my lovin kind
you wouldnt ask me why
but your not my lovin kind
you turn to her, you turn to me, you turn to her
she woke up tired of runnin
decided to stay all day
to seek comfort in herself
and when its time for her awakenin
she'll do it alone
without needing to say
direction or cause
if you were my lovin kind
you wouldnt ask me why
but your not my lovin kind
you turn to her, you turn to me, you turn to her.

não, não fui


mas pelo menos eles não tocaram love like a bomb, nem half the world away.

se bem que eu iria só para ouvir songbird, lyla e wonderwall. :(

meu rss!

será que vai dar certo?
sim, já deu.

acordei hoje para minha terapia e vi que não ia mais ter. ao invés de voltar para a cama ( o que seria o melhor a ser feito), comecei a pesquisar algumas coisas na internet.

sempre que não tenho o que fazer - ou não quero fazer o que tenho que fazer - entro no del.icio.us. não vou perder tempo explicando o que é. só que é muito legal. de lá, uma coisa sempre vai para outra e para outra e para outra. eu caí nos rss's.

a fúria nerdística que me acometeu nas últimas semanas me fez começar a tentar entender e pesquisar um monte de coisas que vi por aí. fizemos - editei - um podcast prá capricho (sim, minha voz poderá ser ouvida nesta semana no site da capricho ), descobri sistemas em JAVA e milhões de brincadeiras para celular (é, trabalho) e tentei entender porque era tão legal o tal do rss.

se entendi direito, o rss é um sisteminha que permite que teu site alimente um programa de notícias. na verdade, não é o rss que é legal. o legal é ter um programinha onde você "gerencia" seu conteúdo e que se atualiza automaticamente toda vez que você se conecta a internet.

eu baixei a versão gratuita (lá no rodapé da página) do net news wire e fiquei louca só com o que tinha de conteúdo já linkado. em menos de 5 minutos (um pouco mais), olha o que eu descobri:

- uma competição de vídeos feitos para ipod
- um texto super legal do redator chefe da wired sobre sexo virtual
- um blog fofo sobre comida
- um blog maluco sobre segredos

fico por aqui. tem tanta coisa que quero ler que nem dá tempo de escrever tudo. e já são 9 e meia! preciso ir trabalhar!!!





------------------------

metalinguagem

piada besta

"aê! a designer pata vai projetar a revista do formato pato"
pior que fui eu mesma que fiz.

ombro

emplastro salompas. ou sabiá. massagens.
têm sido os melhores amigos do meu ombro esquerdo, que vinha sofrendo loucamente com a fúria com que atacava o saco de areia. melhor não ir treinar boxe depois de pegar a rebouças. até minha luva agradece.

café

por motivos duvidosos virei adepta do café. tenho tomado uns 5, 6, até 7 por dia, dependendo do grau de empolgação e resposta (ainda não posso explicar isto, a história do só contar quando acontecer etc).

o fato é que virei uma pilhazinha. e, como os ventos são favoráveis, estampo um sorriso no rosto e não paro: quando já estou fazendo três milhões de coisas, ainda arranjo mais uma prá acrescentar.

pejamas

eu + um robe vermelho + pijama de flanela + pantufa de cachorrinho
comendo risoto de bacalhau na frente da tevê
chorando de soluçar com a cena final de um seriado de comédia.

...
que típico.

11 March 2006

a geração celular

quantos de vocês possuem um celular?
provavelmente a grande maioria.

quantos de vocês possuem um celular com tela colorida?
creio que já não tantos, mas sei que não tanto pela questão financeira. pesquisando hoje, descubro que os aparelhos não custariam tão caro assim para quem fizesse questão dos recursos a mais.

aí é que tá: nós não usamos os recursos a mais. posso ousar perguntar quem acessa o site wap do celular? alguém, alguém? fiz esta pergunta ontem no meio de um elevador lotado no trabalho (calma, era lotado só de pessoas conhecidas) e o silêncio foi quase constrangedor.

não bastou um mês na redação e minha chefe já descobriu minha vocação nerdística. acabei ganhando, junto com a lili (que trabalha comigo), a função de ser a responsável pelo conteúdo do celular. e lá fomos nós assuntar com o gabriel, o chefe do departamento.

lili possui um aparelho de celular ainda da época da telemig. eu... bem, eu não possuo celular nenhum. tinha resolvido abdicar da história. diante do olhar de susto - e reprovação - do gabriel (que possui três linhas e cinco aparelhos de super alto nível) começamos a reunião.

não foram necessários nem cinco minutos para o pânico. sites de wap. sms chat. opera browser. ringtones. screensavers. bluetooth. alguém sabe o que é isso e como funciona? alguém sabia que tem sala de bate-papo no celular? alguém sabia que celular e internet não tem absolutamente NADA a ver?

percebendo a crueza das responsáveis pelo celular, gabriel tomou duas atitudes: a primeira, nos fazer exigir um celular para a redação. a segunda foi entregar um aparelho na mão de cada uma e nos fazer "navegar" pela rede wireless.

resultado catastrófico. saí, ao final da reunião, imaginando quantas piadas não iriam fazer quando estivéssemos fora dali.

eu juro que nunca mais vou dar risada quando minha mãe ficar com medo do computador. quando não souber onde mexer e não querer clicar. quando ficar me chamando para ajudá-la a salvar um arquivo. foi exatamente assim que me senti quando fiquei na frente do aparelhinho.

a ficha caiu quando o gabriel olhou para nós duas e soltou a frase profética: "seus pais são da geração televisão. vocês são da geração internet. as meninas com quem vocês falam são da geração celular."

(...)
medo.
espanto.
provavelmente, muito assunto para minha analista:
fiquei velha.
foi a primeira vez na vida que me senti adulta.


e não é nada mais do que a verdade. por isso a dificuldade.

vi o celular nascer e até ontem ele significava apenas a possibilidade de falar e ouvir. entrar em contato. a tendência é, das duas uma: ou virar um mini-computador para acesso a internet, ou um sistema convergente e daí daqui a algum tempo vamos dar risada das pessoas que carregavam um ipod, um celular, uma máquina digital, um palm. tudo junto numa coisa só.

incrível. tive uma aula ontem sobre todas as possibilididades. eu, lili e gabriel "viajamos" em tudo que poderia ser feito. e eu fiquei tão empolgada, mas tão empolgada, que resolvi aderir novamente ao movimento. e em alto estilo: vou ter um celular com som, vídeo, foto, mp3 e rádio.

08 March 2006

aniversário

há um ano atrás, nesta mesmíssima data, eu estava embarcando para a noruega. cheguei na frança dia 9 de manhã e, ao dirigir-me ao portão de embarque para oslo, me senti a maior negona do universo quando todos aqueles branquelos ficaram tentando entender quem era a gringa.

dá muita saudade e um pouco de coceirinha na mão. vontade de viajar de novo. isso de ter uma breve idéia do que vai acontecer e muitas possibilidades pela frente. mas vou sossegar o facho por enquanto. ano que vem, nas férias - pagas - já sei qual das viagens vai ser. estou sonhando com ela desde agora.

sonhos

pelo que sei, ainda é um pouco confusa a definição do sonho. cada estudioso da psicologia preferiu ir para um lado. sei que já chegaram a acreditar que o sonho seria o "excremento" dos pensamentos do dia: tudo que não fosse utilizado, seria "pensado" durante o sonho. mas, ufa, já se esqueceram disso também.

percebo que os meus sonhos aparecem como que para me lembrar de pensamentos que ainda existem. tive o mais real deles hoje (duas coisas que gostaria muitíssimo que acontecessem - e aconteceram juntas, no sonho) e, apesar do sonho feliz, acordei um pouco atormentada. nada preocupante, no entanto.

o mais estranho não é o sonho ter aparecido. é ele ter aparecido justamente agora, numa fase nota 8, em que cheguei quase a comprar a idéia de que o que estou sentindo agora é permanente e imutável (incrível como caímos sempre nos mesmos erros primários).

de novo reafirmo que não somos um só. como somos todos feitos de camadas. e, quando achamos que uma já secou - ou se escondeu - ela insiste em se fazer notar, como uma criança que busca, se utilizando de todos os artíficios possíveis, chamar a atenção da mãe.

07 March 2006

eu quero

na minha paranóia delirante das almofadas, descobri isso na internet. é ou não para se perguntar aonde este mundo vai parar?

outra regra que se quebra:

a de não contar nada antes de acontecer, mas estou muito feliz:

– e a clarinha, como está?
– tá bem! tá mandando beijinho. tá começando a engatinhar. levanta a bundinha. é logo mais.
– aaaah. sério? puxa... e meus pais, estão aí?
– não tão não. mas estamos indo praí no sábado.
– !!!!
estamos? quem estamos?
– ué, eu, meu pai, minha mãe e a clarinha.

dá prá entender? a maria clara vem conhecer meu apartamento sábado!
(tô com taaaanta saudades daquela baixinha. aiaiai. amorzinho da minha vida)

megalomanismo

na funça de criar a reserva florestal parque renatinha de jesus na minha varanda, fiz hoje a primeira excursão ao ceagesp. e lá fomos eu e a bá desbravar o novo mundo. desbravar de verdade porque, ao colocar aquela quantidade enorme de plantas e árvores (!) no carro, acabamos tendo que cavar espaço para conseguir entrar no veículo.

mas valeu a pena. a reserva está começando a ficar pronta. ainda falta mas, no mesmo ímpeto do post da casa, vou mostrar meu ataque megalomaníaco de compras verdes.

a única questão é: quanto tempo elas vão durar... hehehhe

uma flor linda, que tava lá. alguém sabe o que é isso?

carro da bá, floresta tropical

bá e o dilema de que planta escolher


meu carrinho de compras
meu jardim, antes dos vasos (sim, faltou)

05 March 2006

palavra-chave

domingo

1.

é o dia - disparado - o mais difícil da semana;
2.
é o dia oficial da dor no coração;
3.
é muito pior para uns que para outros;
4.
deveria durar 12 horas e isso só para constar.


moema
1.
é um bairro odiável, com pessoas odiáveis e avenidas odiáveis;
2.
possui a avenida oficial do lugar nenhum;
3.
deveria ser implodida


leroy merlin
1.
possui funcionários ótimos que, a poprósito, me vêem mais que algumas pessoas durante o mês;
2.
ponto de encontro de amigas que querem reformar a casa;
3.
é cheia de casais recém mudados querendo dar um jeitinho na mudança;
4.
é o local de trabalho do "seu edison" que me emoldurou 5 quadros por 70 rei-ais.

tudo, menos o domingo.
eita diazinho difícil, viu?

: S

– poisé, uma das histórias de amor mais bonitas sobre a qual eu já li foi a do advogado do hitler...

– com o hitler ?!?

04 March 2006

devagar...

... a casinha vai ficando do jeitinho que eu quero. ainda tem taaanto pra fazer mas este já o meu pequeno começo.

tem horas que é muito difícil, tanto de escolher (que cor vai ser, que lustre, que colcha, que mesa, que tecido), como de comprar (hoje, na 25, eu vi uma briga de mulheres - divertido - e um pseudo-tiroteio, onde só quem atirou foi o guarda, o "bandido" era um vendedor de água mineral - não tão divertido assim).

e contrariando a história de que a noiva só pode se mostrar quando está pronta, seguem algumas fotos do meu novo apartamentinho :) - se clicar elas ficam graaandes para os detalhes, hihihi

eu no meu quartinho de parede lilás

minha camooooona
a porta também é lilás

meu poster roubado, minhas xilogravuras e minhas fotos (ainda tem os quadrinhos, falta tudo pregar)
meus livros (começando a virar) organizados! minha estante, minha baguncinha. minha não parede vermelha!! (ps: vai ter outra estante ao lado)

almofadas! muitas! comprei tudo por 2,50 na 25!!! vou fazer todas!

pano prá manga, ops, almofada

e o prás cortinas.

meu tapetón (ixi, preciso fazer as unhas)

03 March 2006

oasis

não consegui os ingressos. fui comprar ontem e béééé, acabados. confesso que fiquei triste. seria especial. afinal de contas, algumas das músicas da banda que eu mais ouvi na inglaterra (como love like a bomb, half the world away e the importance of being idle especialmente) foram também as companheiras de fases muito felizes (senão intensas, fortes) da minha vida.




songbird
Talking to the songbird yesterday
Flew me to a place not far away
She's a little pilot in my mind
Singing songs of love to pass the time

Gonna write a song so she can see
Give her all the love she gives to me
Talk of better days that have yet to come
I never felt this love from anyone

She's not anyone
She's not anyone
She's not anyone

A man can never dream these kind of things
Especially when she came and spread her wings
Whispered in my ear the things I'd like
Then she flew away into the night

Gonna write a song so she can see
Give her all the love she gives to me
Talk of better days that have yet to come
Never felt this love from anyone

She's not anyone
She's not anyone
She's not anyone

-----------

half the world away
I would like to leave this city
This old town don't smell too pretty
and I can feel the warning signs
running around my mind

And when I leave this island
I'll book myself into a soul asylum
And I can feel the warning signs
running around my mind

So here I go
still scratching around the same old hole
My body feels young
but my mind is very old

So what do you say?
You can't give me the dreams
that are mine anyway

You're half the world away
Half the world away
Half the world away
I've been lost
I've been found
but I don't feel down.

So here I go
still scratching around in the same old hole
My body feels young
but my mind if very old

So what do you say?
You can't give me the dreams
that are mine anyway

You're half the world away
Half the world away
Half the world away
I've been lost
I've been found
but I don't feel down

01 March 2006

fotos!

estão aí. não todas, que não levei a câmera pro meio dos blocos. perder, só a dignidade. (e o boné, o óculos, mas enfim...). o resto fica na memória. :)


até o grupo de rock se rendeu às marchinhas de carnaval e resolveu, por iniciativa privada e própria, dar canjinha de sambas com uma batida mais rapidinha no meio de ipanema.

luzes da rua e as da favela do vidigal.


ganhei um bunda-le-lê exclusivo quando soltei um flash e assustei os mijões que estavam poluindo nossa calçada. (heheheheheeheh, sei que não devia, mas meu lado moleque de 12 anos tem o maior orgulho de ter ganhado um bunda-le-lê exclusivo)

relax
eu e o má. a gente não se parece? (o que crescer junto não faz...)
não podia, mas vou contar: isto sou eu e a nana pirando na janela que éramos destaque de escola de samba.
comprei este óculos no boitolo. perdi no boitatá.
as duas fabis dando uma de gostosas.

fê diz:
- será que foi com ela mesmo com quem eu casei?

antes de ir pular no céu na terra.

eu e bru vendo o bloco passar no jardim de casa

simpatia é quase amor.

as princesas e a etê. (e o fei lá atrás, hohoho)

tão bom quanto a praia.

amarração de amor


pessoa amada,
você tem até segunda.
sim, um dia a mais para não dizer que não levei em conta a margem de erro.

28 February 2006

gringous

alguém se lembra do neil? e do will?

o neil e o will foram dois sul-africanos que ficaram na minha casa em... em... bom,não me lembro quando. faz alguns anos. faz tantos alguns anos que descobri que o will estava na indonésia durante o tsunami e o neil estava em londres numa festa vestido só de toga, dentro duma igreja invadida.

são (pelo menos eram) dois meninos legais. dois sul-africanos brancões - descendentes de ingleses, acho -, engraçados e ... bem, gringos, empolgados. convivemos intensamente durante as duas semanas que ficaram em casa. foi a última vez que curti ser babá.

hoje saí para o bloco final do carnaval. um pouco cansada demais, empapuçada demais de tanta cerveja, mas nada que um "mamãe eu quero, mamãe eu quero mamá!" não resolvesse. animação a postos, vamos lá. bloco do bip-bip.

como o bip-bip fica em copacabana, a quantidade de gringos é imensa. e gringos + copacabana não é a melhor associação possível (fiquei mais certa disso depois que pasei na frente do help club e discoteca, recheado de prostitutas - e clientes dos quatro cantos do mundo). mas, no meio da folia inocente (bip-bip) descobri quatro caras que reproduziam fielmente a fisionomia da dupla que hospedei. são sul-africanos, pareciam legais, chamaram a atenção.

eu, que estava dando atenção, acabei virando voyeur. junto com a fê, observei os gringos - repetindo, eram quatro - fazerem um conversê danado com uma menina que vendia cerveja. e vai que chega um, leva o isopor, chega o irmão mais novo, chega o outro, um sai, outro vem. a garota vai embora. volta com uma amiga. depois volta de novo. e a gente indo de um lado para outro tentando acompanhar.

até que em um determinado momento - nada ainda concretizado, apesar de nossa certeza de que havia algo de podre no reino de copacabana - um dos gringos veio me rodear. travei. afinal, quem estava olhando - sem parar - era eu mesma. olhei para o tuba - já bravo, pois ao me rodear, o suposto sul-africano rodeava a fê também - e não desviei o olhar.

o gringo, sem sucesso com sua voyer, foi embora. nós também. afinal de contas, já eram mais de três da manhã e o ritmo de bloco todo dia o dia todo tem uma hora que cansa. até a curiosidade de saber o que aconteceu no final das contas cessou. melhor: existem histórias que são melhores a gente não saber o fim.

27 February 2006

carnaval - parte 2 (ou o boitolo)

preciso cuidar para não me empolgar. ontem, no calor das tantas (tantas mesmo) cervejas tomadas eu quase tento arranjar um emprego no rio. quase me mudo de vez prá cá. enfio o pé na areia, fico olhando o pôr-do-sol e não saio nunca mais.

claro que tudo é tão mais fácil quando se é carnaval, quando você está num apartamento de frente para o mar e tem alguém fazendo ovos mexidos no café da manhã. tudo seria mais difícil no quitinete em botafogo, trabalhando com os cariocas e tendo que ouvir piadas meio bestas. tudo seria bem mais fácil se houvesse um cordão do boitolo nascendo toda vez que eu viesse prá cá. como não tem, eu fico com são paulo, minha cidadezinha-zona, meu apartamento lilás com meus lustres todos novos e minha camona de casal recém-adquirida, o zumbidinho gostoso, o calorzinho bom de voltar prá casa no fim do dia de trabalho.

mas calma. voltemos ao boitolo. eu explico. a história é boa.

dez da manhã quando a fê acorda assustada, dizendo que íamos perder o bloco do boitatá, este sim um bloco tradicional do rio. praça XV. centro. fantasias obrigatórias. "muito legal", proclamam os experientes. café da manhã em 15 minutos, ônibus, praça XV. e nada.

andamos de um lado pro outro sem encontrar nada. já estávamos nos convencendo que havíamos sido enganados - e pensando na praia - quando passamos por duas meninas vendendo cerveja (uma delas a bibi, que acabei descobrindo ser o meu novo nome - coisas da bebedeira do dia anterior) e paramos para assuntar. "aí, não sei onde tá tendo bloco não", soltou uma no maior carioquês. "ali na frente tá tendo um bloco, maix acho que é só de camelô", soltou a minha xará.

fomos andando.

de repente, uma pequena confusão, uma entrada, uma travessa e algumas pessoas fantasiadas. oba, vamos lá. à medida que íamos nos aproximando, o que antes era um barulho se tornava cada vez mais o som das marchinhas de carnaval. um razoável grupo de pessoas se aglomerava em volta de um "soprador solitário". achando que havíamos encontrado o tão procurado bloco, já abrimos o sorriso. que só ficou maior ainda quando descobrimos que um novo bloco havia sido formado pelos órfãos enganados do boitatá. "o boitatá não apareceu, então a gente criou o boitolo". e viva o boitolo. ou seria boicotá?

o nome foi eleito através do voto popular (uma placa de papelão disponibilizava as duas opções) enquanto o bloco dava voltas e voltas pelo centrinho do rio, enquanto a gente ia cantando todas as músicas, enquanto eu me empolgava mais e mais e dançava do lado da banda, atrás da banda, perto da banda, Bibi Fonfon, carnavalesca recém-batizada.

eram 3 e meia da tarde quando o pessoal resolveu ir embora. eu iria atrás do boitolo prá sempre, cantaria todas as marchinhas (aprendidas na marra por osmose), aprenderia a tocar pandeiro, seria a menina da cordinha.

é só uma pena que o carnaval acaba, que o santo da folia sai do corpo e que a gente deixa todo o estupor de lado. ou não. talvez seja bom. dá um gostinho de espera, espera pelo boitolo, espera por conseguir colocar prá fora um grito meio que constante, que é essa alegria instantânea de carnaval (delícia).

e, a propósito, fomos hoje no boitatá. que, nem de perto, foi tão legal quanto o boitolo. não aguentei mais de dez minutos e voltamos prá praia. o dia foi inteiro de pé na areia.

(o pôr do sol continua lindo, mas me deixa com saudades da minha cidadezinha-zona, do amarelinho que eu só consigo achar tão lindo por lá).

e, assim sendo, viva o carnaval. e viva os jacarés e os resgates de redinha.
viva a pausa.

26 February 2006

carnaval

pausa do meio da vieira souto (sim, apartamentão aqui) prá dizer:

o carnval do rio está sendo fantástico. me lembrando o ride palhaço quando a gente cantava em blocos:

"oh quanto riso, ó, quanta alegria,
mais de mil palhaços no salão,
o pierrot está chorando pelo amor da colombina
no meio da multidão..."

- chega! - a fê acaba de me dizer.
minha cota de internet do feriado is over :0

21 February 2006

19 February 2006

no marriage

"Fucking decent mid-priced whores twice a week is less expensive than a wife"

é isso, entre outras, que prega o tal site americano www.nomarriage.com, que tenta convencer os homens que:

1. o sexo acaba após o casamento
2. qualquer homem americano pode conhecer uma mulher estrangeira e ter uma vida feliz com ela
3. os homens não deveriam pensar em se casar e ter filhos antes dos 40
4. qualquer "puta baratinha" duas vezes por semana é mais barato que ter uma esposa.



uma vez eu voltava do almoço e andava na frente de um grupo de uns 3, 4 caras. ouvi um deles dizer que "ah, pô, é mais barato que levar uma mulher prá jantar".


(...)
poisé. e eu aqui reclamando da vida.


Letter-writing is good!

LETTERFU!

que parte eu perdi? (vol. 2)

que parte minha eu perdi esta noite prá ter acordado assim?
(que raios de ferida é essa que não fecha nunca?)

18 February 2006

que parte eu perdi?

que parte do tal filme brokeback mountain que faz todo mundo chorar? e os amigos do amigo que não pararam de esguelar nenhum minuto? me digam, por favor, que ou sou insensível demais ou realmente assisti a uma versão editada.

só pra constar: tem uma propaganda da gelol me despertou as mais profundas lágrimas. e eu sempre choro numa série de tv muito bagaceira (nem digo o nome) que fala de anjos.

mais clarice

tá ficando chato, mas olha que legal. li depois que eu escrevi aquilo que estava aqui:

"A moralidade. Seria simplório pensar que o problema moral em relação aos outros consiste em agir como se deveria agir, e o problema moral consigo mesmo é conseguir sentir o que se deveria sentir? Sou moral à medida que faço o que devo, e sinto como deveria? De repente a questão moral me parecia não apenas esmagadora, como estremamente mesquinha. "

quando eu consigo entender a dona clarice lispector eu gosto dela. pena que isso só acontece em alguns poucos trechos do livro, hihihihi.

17 February 2006

por outro lado...

por mais improvável que pareça, estou lendo um livro da clarice lispector. sim, improvável porque não é bem o tipo de livro que eu mais gosto. o tipo de livro que parece que o autor tomou drogas antes de escrever. cada vez mais percebo quanto funciono linearmente - pelo menos a linha de pensamento no caso da leitura - e em como não consigo entender grandes viagens literárias. acho que sou mais a favor do exemplo. (pode desenhar?)

anfam. se eu consegui entender direito até agora, ela diz uma coisa que é interessante. não sei se vai ficar claro, mas vou tentar:

ela escreve que estamos pensando sempre no futuro. em como vai ser bom quando isso acontecer, naquilo outro. tem a ver com a morte, pois também podemos imaginar a morte. não podemos imaginar a vida, que está acontecendo a todo instante. logo, a vida é nada. é um nada. [!!!] . o futuro é a esperança, mas deveríamos matar também a esperança, para vermos se conseguimos viver o presente, sermos alegres no presente, aproveitarmos esta vida que temos.
não que isso tenha a ver literalmente com comer uma barata [ela come uma barata morta no livro, irrc], mas talvez seja isso de aproveitarmos tudo, até o imundo da vida.

não sei se há alguma moral. nem sei se eu entendi direito [estudiosos da doidona lis... , ops, digo, clarice lispector, me avisem se é isso mesmo], mas foi isso que entendi até agora. depois que eu terminar de ler o livro eu vejo se confere.


só porque este blog estava completamente sem fotos e o jantar mantar é um dos lugares mais lindos que eu já fui na vida.

action

acho que preciso de um pouco mais de tempo para escrever sobre isso (são 7 da manhã e eu preciso ir trabalhar) mas antes que eu me esqueça, gostaria de deixar registrado. quem sabe eu leio depois e sossegue.

tem coisas com as quais não adianta tentar brigar. são muito mais fortes que você, muito mais poderosas. (...) ok, ok, o velho papo do não se entregar para a tristeza nunca. concordo. mas há coisas contra as quais a simples ação não resolve.

ir embora nunca resolverá um problema de falta de identidade. ou qualquer outro problema. morar com outras pessoas não resolverá o problema da solidão. ameniza? esconde? sofrer prá quê? não é bem por aí. uma ação neste caso será sempre algo um pouco mais imediatista mas que não resolve o problema por completo.

acredito que viver é também conseguir suportar e guardar espaço para as coisas ruins, tentando entendê-las até que elas saiam naturalmente de dentro e parem de fazer parte da tua vida.

ando um pouco impaciente. e a impaciência me dá uma sensação de que não posso contra o mundo. que tanto tempo já passou e as coisas não caminharam junto. mas não é bem verdade. a verdade é: estou impaciente.

então não vou me mexer muito. tem uma agulhinha aqui dentro e, por mais que doa, preciso aprender a conviver com ela.

14 February 2006

vovó + (-) um celular (+) um rombo no carro

ia começar falando de como o fim de semana na casa da vovó lena me faz bem. em como é difícil morar sozinho numa cidade como são paulo quando sua família não está aqui. conversando com a nana outro dia, ela matou a charada: o problema é a família. a família faz com que os dias sejam muito mais tranquilos, que o domingo seja muito mais agradável. e eu estava muito feliz porque descobri a solução: domingos em são paulo, só em vinhedo.

é que os domingos em vinhedo são muito simples. o domingo típico é almoçar com minha vovó e seu namorado (ela tem um "amigo colorido") e passar a tarde jogando tranca com eles. visitar o chico, o tio chico e a fernanda. depois voltar no fim do dia e ir ao cinema com alguma companhia boa e com a sensação de que os domingos não são tão difíceis assim.

eu ia falar desta descoberta boa, mas estou triste. fui roubada ontem à noite, quando voltava dum curso que estou fazendo na maria antônia. dois marmanjos vieram atrás de mim com uma faca e "pediram" o celular. pelo menos foi só o celular, não a bolsa. pelo menos o celular não valia nada. pelo menos não fizeram nada contra mim. mas o susto é grande e a sensação ruim nem dá para explicar (ou dá, mas não sei se quero fazer uma descrição dela aqui, me prometi que não ia matutar sobre assuntos ruins).

um guardador de carro anjo me emprestou o celular e foi comigo até o meu carro, na sabará, para encontrá-lo arrombado, com a porta dobrada. o choro aumentou quando fiquei sozinha. a sensação foi mais ou menos a mesma do hospital no dia em que bati o carro.

enfim. pelo menos não levaram o ipod nem o livro que eu ganhei ontem. coincidência que os presentes ficaram. e, de lição, ficou um sinal de que realmente ainda não é a hora de ir borboletar por higienópolis tarde da noite. são paulo não é difícil só nos fins de semana.

09 February 2006

g.h.

"Ontem no entando perdi durante horas e horas minha montagem humana. Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida. Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser? e no entanto não há outro caminho. Como se explica que meu maior medo seja ir vivendo o que for sendo? como é que se explica que eu não tolere ver, só porque a vida não é o que eu pensava e sim outra - como se antes eu tivesse sabido o que era! Por que é que ver é uma tal desorganização?" - c.l.

08 February 2006

algo muito pessoal

passado o momento das dores desesperadoras, quando você já consegue sorrir um pouco mais e apreciar genuinamente as coisas pequenas e sutis que acontecem na sua vida você pode se confundir um pouco e achar que está tudo bem.

melhor do que antes está. tudo bem, ainda não.

os problemas mudam um pouco, mas são misturados e de modo nenhum separados em partes ou categorias. da minha experiência (e só posso saber dela pois não sou nenhuma especialista em dor, nem teórica nem prática - ufa) posso contar que a solidão tem sido meu maior problema. não é a falta de ninguém, nem a lembrança de momentos vividos de felicidade e completude. é justamente a falta deles e, talvez, melhor ainda, a sensação de incapacidade de sentí-los novamente. conseguir separar e identificar meu inimigo real foi um grande passo para o começo de minha "recuperação".

ao mesmo tempo em que me sinto só e sei que este é O problema, não posso dizer que deixei de viver meu pequeno "lutinho". perdi alguém que me era muito caro e, infelizmente, minha capacidade de dar prosseguimento à vida como se nada tivesse acontecido não é tão desenvolvida: se consigo, de um certo modo, relativizar o tamanho do vazio deixado por esta perda, tenho tido alguns muitos problemas em preencher este mesmo buraco. meu único consolo é que sei que, quando passar, passa tudo de uma vez. eu me conheço e este buraco já foi deixado vazio antes. menorzinho, mas foi um buraco. e foi preenchido.

até tudo isso acontecer, resolvi me acalmar e ir em frente. o tempo não espera que eu resolva meus problemas para conduzir a vida. meu lutinho dorme e acorda, dorme e acorda. dorme quando me apercebo das coisas felizes - que têm sido muitas. dorme quando me apaixono, mesmo que por algumas semanas. dorme quando me sinto tão forte e grande e poderosa e, consequentemente feliz, que acho que posso dominar o mundo. mas é justamente nestas horas que meu "lutinho" acorda novamente, como que para me lembrar de que ele existe: através de sonhos, ou quando cruzo uma pessoa no corredor do trabalho, ou apenas por um cheiro, uma imagem, uma lembrança que vem do nada. nestas horas eu corro para o banheiro e choro, um choro intenso, sonoro, triste. mas curto. e daí depois eu respiro fundo e volto prá vida, que eu sei que ela não vai me esperar.

06 February 2006

padrões

certos padrões de comportamento são conhecidos como qualidades. assim, se alguma pessoa é sempre generosa, generosidade vira sua própria qualidade. no entanto, alguns padrões de comportamento devem ser tratados meramente como padrões de comportamento. possuem uma característica tão insossa (outra qualidade/defeito, mas não vem ao caso).

tudo isso para contar do meu último padrão de comportamento: a minha incrível capacidade de acordar exatamente um minuto (não mais, não menos) antes do horário em que meu despertador está programado para tocar.

02 February 2006

quem falou que funciona?

o lado garota enxaqueca resolveu aflorar. tá tudo bem: trabalho ótimo, vida pessoal melhor ainda, família excelente, amigos não preciso de melhores. mas vender minha mesa que é bom, nada.

e tomara que eu não me lembre do nome do indivíduo que me disse que valia à pena dar todos os meus dados para o mercado livre para conseguir vender o trambolhão que habita minha sala. porque senão vou mandá-lo ir para o mercado livre ver se ele consegue vender a sogra. a vovozinha. o diabo que o carregue.

tudo bem: meu produto não é muito, digamos, vendável. comprei uma mesa tamanho GGG numa liquidação, pensando em como estava sendo esperta. estava para montar um escritório e a mesa fazia todo o sentido. formato em L. furos prá fios dos computadores. design anatômico. perfeita para o espaço que iria ocupar. bem dito: que iria. não ocupou. a vida deu mais uma volta e eu não montei o bendito escritório. mas tive que ir retirar a mesa na loja depois de me ameaçarem umas três vezes de que se a deixasse lá ela seria doada de volta para eles mesmos.

a mesa veio para o já atulhado apartamento mas a espertinha aqui pensou: xananan! vou vendê-la novamente! e qual a melhor maneira? mercado livre! funciona nos estados unidos. funciona na inglaterra (até tinha um amigo que checava o e-bay* todos os dias, com a mesma naturalidade com a qual eu checava meus emails). "é isso, a internet é o canal", pensei. as compras pela internet crescem assutadoramente por ano. muitos usuários. etcs e mais etcs que leio no jornal todos os dias e que deram mais credibilidade ao negócio online.

não vou contar que não vendi a mesa. isso já ficou claro. mas vou acrescentar que meu produto foi um fracasso total. que, além de não conseguir um lance (o mercado livre funciona na base de lances, como se fosse um leilão), ainda me ofereceram trocar minha mesa por um cão rotweiller! poxa, se no meu apartamento não cabe uma mesa, o oque deve ter na cabeça do sujeito que me ofereceu um rotweiller? talvez apenas ração. ou cocô mesmo. de rotweiller.

a mesa continua aqui. meu computador está sobre ela. meu computador, meu som, meus cds, algumas roupas, almofadas, livros, canetas, pacotes. cabe tudo aqui. mas ela está à venda. pelo mercado livre ou não. se alguém quiser, é só me dizer. mas já aviso já: não aceito um rotweiller em troca. nem um dogue alemão. afinal, é sempre bom lembrar que meu apartamento tem menos que 60 m2.

*ebay: versão em inglês do mercadolivre. ou melhor: vice-versa, o mercado livre é que é a versão em português do ebay.

01 February 2006

antes de mais nada

o texto abaixo foi um "estudo".
publiquei porque tenho bloqueio quando escrevo num word. a única maneira que escrevo com certa fluidez é quando vai prum blog. pá-pum. ou no meu diário de textos estranhos super ultra secreto, que ninguém vai ler.

pronto. e não dá pra contar mais nada porque sempre que eu conto alguma coisa antes de acontecer, ela não acontece.

Coisas que eu já fiz na frente de uma câmera

Calma, não é para se assustar com o tema deste post. Não sou loira, nem alta, nem a Paris Hilton. Para quem não sabe, Paris Hilton é a filha de um multimilionário americano que ficou famosa ao ter as suas, er, bem, digamos, "intimidades" com o namorado gravadas e (bem mais do que) divulgadas pela internet.

Pois bem. Há coisas muito mais legais – e inofensivas – que podem ser feitas com a ajuda de uma webcan. Como, por exemplo, os videologs. Vamos lá, ao funcionamento: é o mesmo de um fotolog só que, ao invés de fotos, você publica… tchananan! … seus vídeos. Além disso, querendo se exibir mais um pouco ainda dá para usar a câmera para ver – e ser visto – nas conversas pelo messenger. Ou ichat. Ou AOL. Icq. Yahoomessenger. Google talk. Não-sei-mais-oquê-talk-messenger-etc. E por aí vai.

Pois bem. Já que paguei caro, tento tirar o maior proveito da minha mini câmera. Inclusive me vingando de um cara do ex-trabalho para ganhar uma aposta (nossa, me senti o diabo agora). Mas a história é boa e vale a pena contar. Meus netos, pelo menos, um dia vão ouvir.

Conectei a câmera do meu msn com alguns amigos e falei: "duvidam que eu faça o Infeliz* dançar a macarena para vocês?" Ninguém acreditou como ainda me ofereceram alguns (poucos) reais caso conseguisse concretizar a tarefa. Deixei a câmera posicionada. Chamei a vítima. Inventei alguma história cabulosa do tipo estar testando uma nova versão para a macarena para minha aula de dança africana (?!?) e que precisava de ajuda para testar uma versão baseada nos movimentos rítmicos do tambor (?!?). E é claro que, depois de tanto blábláblá africano, ele mordeu a lança, ops, digo, a isca. Pois bem: lá se foi um "HEEEEY MACARENA" para uma audiência recorde no meu msn (o ibope mediu 10 pessoas do mundo todo conectadas ao meu showzinho). Faltou o som, faltou o reprise (super solicitado), mas calma lá, precisamos lembrar também que eu estava em um escritório, não num estúdio de gravação.

Mas daí entra um problema. Como as câmeras já estão mais do que incorporadas ao dia-a-dia de algumas pessoas (internérdicas como eu), corre-se o risco de esquecer-nos delas. Tomar cuidado para não ser alvo do próprio veneno. E se lembrar sempre da máxima de que dia é da caça, outro do caçador. Ficar atenta é sempre bom. Tomar cuidado para não mandar beijos para um, enquanto a câmera estiver ligada com o outro também é uma boa idéia. Pentear o cabelo antes de ligar o computador, outra. Dancinhas bestas não são mais permitidas (será?). Pois eu quero ver agora quem vai sentar na frente do computador com aquele pijama de anteontem e com olheiras da balada. Para estas corajosas eu tiro o chapéu. (E desligo a câmera).

E aí. Aonde será que vamos chegar com tudo isso? Por que do lado de cá eu me pergunto se daqui a pouco não vão acabar inventando um "cheiro para web" e até perfume vamos ter que escolher antes de ligar o computador.

Haja tecnologia.

* Os nomes foram modificados para preservar a identidade do moçoilo.