17 February 2006

action

acho que preciso de um pouco mais de tempo para escrever sobre isso (são 7 da manhã e eu preciso ir trabalhar) mas antes que eu me esqueça, gostaria de deixar registrado. quem sabe eu leio depois e sossegue.

tem coisas com as quais não adianta tentar brigar. são muito mais fortes que você, muito mais poderosas. (...) ok, ok, o velho papo do não se entregar para a tristeza nunca. concordo. mas há coisas contra as quais a simples ação não resolve.

ir embora nunca resolverá um problema de falta de identidade. ou qualquer outro problema. morar com outras pessoas não resolverá o problema da solidão. ameniza? esconde? sofrer prá quê? não é bem por aí. uma ação neste caso será sempre algo um pouco mais imediatista mas que não resolve o problema por completo.

acredito que viver é também conseguir suportar e guardar espaço para as coisas ruins, tentando entendê-las até que elas saiam naturalmente de dentro e parem de fazer parte da tua vida.

ando um pouco impaciente. e a impaciência me dá uma sensação de que não posso contra o mundo. que tanto tempo já passou e as coisas não caminharam junto. mas não é bem verdade. a verdade é: estou impaciente.

então não vou me mexer muito. tem uma agulhinha aqui dentro e, por mais que doa, preciso aprender a conviver com ela.

14 February 2006

vovó + (-) um celular (+) um rombo no carro

ia começar falando de como o fim de semana na casa da vovó lena me faz bem. em como é difícil morar sozinho numa cidade como são paulo quando sua família não está aqui. conversando com a nana outro dia, ela matou a charada: o problema é a família. a família faz com que os dias sejam muito mais tranquilos, que o domingo seja muito mais agradável. e eu estava muito feliz porque descobri a solução: domingos em são paulo, só em vinhedo.

é que os domingos em vinhedo são muito simples. o domingo típico é almoçar com minha vovó e seu namorado (ela tem um "amigo colorido") e passar a tarde jogando tranca com eles. visitar o chico, o tio chico e a fernanda. depois voltar no fim do dia e ir ao cinema com alguma companhia boa e com a sensação de que os domingos não são tão difíceis assim.

eu ia falar desta descoberta boa, mas estou triste. fui roubada ontem à noite, quando voltava dum curso que estou fazendo na maria antônia. dois marmanjos vieram atrás de mim com uma faca e "pediram" o celular. pelo menos foi só o celular, não a bolsa. pelo menos o celular não valia nada. pelo menos não fizeram nada contra mim. mas o susto é grande e a sensação ruim nem dá para explicar (ou dá, mas não sei se quero fazer uma descrição dela aqui, me prometi que não ia matutar sobre assuntos ruins).

um guardador de carro anjo me emprestou o celular e foi comigo até o meu carro, na sabará, para encontrá-lo arrombado, com a porta dobrada. o choro aumentou quando fiquei sozinha. a sensação foi mais ou menos a mesma do hospital no dia em que bati o carro.

enfim. pelo menos não levaram o ipod nem o livro que eu ganhei ontem. coincidência que os presentes ficaram. e, de lição, ficou um sinal de que realmente ainda não é a hora de ir borboletar por higienópolis tarde da noite. são paulo não é difícil só nos fins de semana.

09 February 2006

g.h.

"Ontem no entando perdi durante horas e horas minha montagem humana. Se tiver coragem, eu me deixarei continuar perdida. Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Como é que se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser? e no entanto não há outro caminho. Como se explica que meu maior medo seja ir vivendo o que for sendo? como é que se explica que eu não tolere ver, só porque a vida não é o que eu pensava e sim outra - como se antes eu tivesse sabido o que era! Por que é que ver é uma tal desorganização?" - c.l.

08 February 2006

algo muito pessoal

passado o momento das dores desesperadoras, quando você já consegue sorrir um pouco mais e apreciar genuinamente as coisas pequenas e sutis que acontecem na sua vida você pode se confundir um pouco e achar que está tudo bem.

melhor do que antes está. tudo bem, ainda não.

os problemas mudam um pouco, mas são misturados e de modo nenhum separados em partes ou categorias. da minha experiência (e só posso saber dela pois não sou nenhuma especialista em dor, nem teórica nem prática - ufa) posso contar que a solidão tem sido meu maior problema. não é a falta de ninguém, nem a lembrança de momentos vividos de felicidade e completude. é justamente a falta deles e, talvez, melhor ainda, a sensação de incapacidade de sentí-los novamente. conseguir separar e identificar meu inimigo real foi um grande passo para o começo de minha "recuperação".

ao mesmo tempo em que me sinto só e sei que este é O problema, não posso dizer que deixei de viver meu pequeno "lutinho". perdi alguém que me era muito caro e, infelizmente, minha capacidade de dar prosseguimento à vida como se nada tivesse acontecido não é tão desenvolvida: se consigo, de um certo modo, relativizar o tamanho do vazio deixado por esta perda, tenho tido alguns muitos problemas em preencher este mesmo buraco. meu único consolo é que sei que, quando passar, passa tudo de uma vez. eu me conheço e este buraco já foi deixado vazio antes. menorzinho, mas foi um buraco. e foi preenchido.

até tudo isso acontecer, resolvi me acalmar e ir em frente. o tempo não espera que eu resolva meus problemas para conduzir a vida. meu lutinho dorme e acorda, dorme e acorda. dorme quando me apercebo das coisas felizes - que têm sido muitas. dorme quando me apaixono, mesmo que por algumas semanas. dorme quando me sinto tão forte e grande e poderosa e, consequentemente feliz, que acho que posso dominar o mundo. mas é justamente nestas horas que meu "lutinho" acorda novamente, como que para me lembrar de que ele existe: através de sonhos, ou quando cruzo uma pessoa no corredor do trabalho, ou apenas por um cheiro, uma imagem, uma lembrança que vem do nada. nestas horas eu corro para o banheiro e choro, um choro intenso, sonoro, triste. mas curto. e daí depois eu respiro fundo e volto prá vida, que eu sei que ela não vai me esperar.

06 February 2006

padrões

certos padrões de comportamento são conhecidos como qualidades. assim, se alguma pessoa é sempre generosa, generosidade vira sua própria qualidade. no entanto, alguns padrões de comportamento devem ser tratados meramente como padrões de comportamento. possuem uma característica tão insossa (outra qualidade/defeito, mas não vem ao caso).

tudo isso para contar do meu último padrão de comportamento: a minha incrível capacidade de acordar exatamente um minuto (não mais, não menos) antes do horário em que meu despertador está programado para tocar.

02 February 2006

quem falou que funciona?

o lado garota enxaqueca resolveu aflorar. tá tudo bem: trabalho ótimo, vida pessoal melhor ainda, família excelente, amigos não preciso de melhores. mas vender minha mesa que é bom, nada.

e tomara que eu não me lembre do nome do indivíduo que me disse que valia à pena dar todos os meus dados para o mercado livre para conseguir vender o trambolhão que habita minha sala. porque senão vou mandá-lo ir para o mercado livre ver se ele consegue vender a sogra. a vovozinha. o diabo que o carregue.

tudo bem: meu produto não é muito, digamos, vendável. comprei uma mesa tamanho GGG numa liquidação, pensando em como estava sendo esperta. estava para montar um escritório e a mesa fazia todo o sentido. formato em L. furos prá fios dos computadores. design anatômico. perfeita para o espaço que iria ocupar. bem dito: que iria. não ocupou. a vida deu mais uma volta e eu não montei o bendito escritório. mas tive que ir retirar a mesa na loja depois de me ameaçarem umas três vezes de que se a deixasse lá ela seria doada de volta para eles mesmos.

a mesa veio para o já atulhado apartamento mas a espertinha aqui pensou: xananan! vou vendê-la novamente! e qual a melhor maneira? mercado livre! funciona nos estados unidos. funciona na inglaterra (até tinha um amigo que checava o e-bay* todos os dias, com a mesma naturalidade com a qual eu checava meus emails). "é isso, a internet é o canal", pensei. as compras pela internet crescem assutadoramente por ano. muitos usuários. etcs e mais etcs que leio no jornal todos os dias e que deram mais credibilidade ao negócio online.

não vou contar que não vendi a mesa. isso já ficou claro. mas vou acrescentar que meu produto foi um fracasso total. que, além de não conseguir um lance (o mercado livre funciona na base de lances, como se fosse um leilão), ainda me ofereceram trocar minha mesa por um cão rotweiller! poxa, se no meu apartamento não cabe uma mesa, o oque deve ter na cabeça do sujeito que me ofereceu um rotweiller? talvez apenas ração. ou cocô mesmo. de rotweiller.

a mesa continua aqui. meu computador está sobre ela. meu computador, meu som, meus cds, algumas roupas, almofadas, livros, canetas, pacotes. cabe tudo aqui. mas ela está à venda. pelo mercado livre ou não. se alguém quiser, é só me dizer. mas já aviso já: não aceito um rotweiller em troca. nem um dogue alemão. afinal, é sempre bom lembrar que meu apartamento tem menos que 60 m2.

*ebay: versão em inglês do mercadolivre. ou melhor: vice-versa, o mercado livre é que é a versão em português do ebay.

01 February 2006

antes de mais nada

o texto abaixo foi um "estudo".
publiquei porque tenho bloqueio quando escrevo num word. a única maneira que escrevo com certa fluidez é quando vai prum blog. pá-pum. ou no meu diário de textos estranhos super ultra secreto, que ninguém vai ler.

pronto. e não dá pra contar mais nada porque sempre que eu conto alguma coisa antes de acontecer, ela não acontece.

Coisas que eu já fiz na frente de uma câmera

Calma, não é para se assustar com o tema deste post. Não sou loira, nem alta, nem a Paris Hilton. Para quem não sabe, Paris Hilton é a filha de um multimilionário americano que ficou famosa ao ter as suas, er, bem, digamos, "intimidades" com o namorado gravadas e (bem mais do que) divulgadas pela internet.

Pois bem. Há coisas muito mais legais – e inofensivas – que podem ser feitas com a ajuda de uma webcan. Como, por exemplo, os videologs. Vamos lá, ao funcionamento: é o mesmo de um fotolog só que, ao invés de fotos, você publica… tchananan! … seus vídeos. Além disso, querendo se exibir mais um pouco ainda dá para usar a câmera para ver – e ser visto – nas conversas pelo messenger. Ou ichat. Ou AOL. Icq. Yahoomessenger. Google talk. Não-sei-mais-oquê-talk-messenger-etc. E por aí vai.

Pois bem. Já que paguei caro, tento tirar o maior proveito da minha mini câmera. Inclusive me vingando de um cara do ex-trabalho para ganhar uma aposta (nossa, me senti o diabo agora). Mas a história é boa e vale a pena contar. Meus netos, pelo menos, um dia vão ouvir.

Conectei a câmera do meu msn com alguns amigos e falei: "duvidam que eu faça o Infeliz* dançar a macarena para vocês?" Ninguém acreditou como ainda me ofereceram alguns (poucos) reais caso conseguisse concretizar a tarefa. Deixei a câmera posicionada. Chamei a vítima. Inventei alguma história cabulosa do tipo estar testando uma nova versão para a macarena para minha aula de dança africana (?!?) e que precisava de ajuda para testar uma versão baseada nos movimentos rítmicos do tambor (?!?). E é claro que, depois de tanto blábláblá africano, ele mordeu a lança, ops, digo, a isca. Pois bem: lá se foi um "HEEEEY MACARENA" para uma audiência recorde no meu msn (o ibope mediu 10 pessoas do mundo todo conectadas ao meu showzinho). Faltou o som, faltou o reprise (super solicitado), mas calma lá, precisamos lembrar também que eu estava em um escritório, não num estúdio de gravação.

Mas daí entra um problema. Como as câmeras já estão mais do que incorporadas ao dia-a-dia de algumas pessoas (internérdicas como eu), corre-se o risco de esquecer-nos delas. Tomar cuidado para não ser alvo do próprio veneno. E se lembrar sempre da máxima de que dia é da caça, outro do caçador. Ficar atenta é sempre bom. Tomar cuidado para não mandar beijos para um, enquanto a câmera estiver ligada com o outro também é uma boa idéia. Pentear o cabelo antes de ligar o computador, outra. Dancinhas bestas não são mais permitidas (será?). Pois eu quero ver agora quem vai sentar na frente do computador com aquele pijama de anteontem e com olheiras da balada. Para estas corajosas eu tiro o chapéu. (E desligo a câmera).

E aí. Aonde será que vamos chegar com tudo isso? Por que do lado de cá eu me pergunto se daqui a pouco não vão acabar inventando um "cheiro para web" e até perfume vamos ter que escolher antes de ligar o computador.

Haja tecnologia.

* Os nomes foram modificados para preservar a identidade do moçoilo.

30 January 2006

solitários noturnos do supermercado

quase meia noite. descubro que os solitários preferem a noite para suas compras do mês. que, por sinal, nunca chegarão nem perto das compras do mês dos não solitários, afinal nunca dão conta mesmo de consumir muita comida.

e aonde estarão os não-solitários neste momento? é óbvio: entre os seus. assistindo televisão, lendo, conversando. em companhia de suas famílias, de seus companheiros, de seus amigos. os solitários apenas fazem compras à noite tentando preencher com esta atividade o buraco que deixa o apartamento vazio no momento em que rodam a chave e descobrem que não há ninguém.

o escuro amedronta, sim, os que não têm medo de nada.

só ela mesmo

só minha vó para me ligar sete da manhã (num dos únicos dias em que eu não precisei acordar antes disso para trabalhar) apenas para me "recomendar" a amizade de uma menina que está morando na casa dos meus tios aqui em são paulo.

eu mereço?

27 January 2006

no capricho

poisé. cá estou eu. no meio da redação da capricho. no oitavo andar do prédio da marginal. meu computador ainda é provisório, o sistema operacional é o o.s. 9.001 e eu ainda não tenho crachá. crachá com foto, por sinal.

faz pouco tempo. hoje é apenas o meu terceiro dia. ainda não estou fazendo a revista de fato, a proposta é nova e eu faço parte deste novo período. esta nova proposta é um grande desafio com o qual, devo mais do que ressaltar, estou mais do que empolgada. mas, infelizmente, assinei um termo de discrição que não me permite dizer mais nada. vamos ter que esperar até abril que é quando as minhas páginas estarão nas bancas de todo o país. empolgante, não?

ocupamos uma quadrinha aqui do prédio e terei 21 colegas de trabalho. saem algumas pessoas, entram outras. estou gostando muito do que estou (vi)vendo. e aprendendo a controlar a ansiedade que eu tenho de começar logo a por a mão na massa.

continuo com os projetos paralelos. não abandonei nenhum freela e quero, de qualquer jeito, conseguir uma das metas profissionais de 2006: a das capas de livros. bom, acho que estou mais perto disso aqui que trabalhando com internet.

me esqueci de contar: saí subitamente do trabalho novo e, mesmo assim (e por incrível que pareça), não fechei portas. recebi elogios e até propostas. mas não. trabalhar na capricho era um sonho impossível 6, 7 anos atrás. agora não é mais. e este tal projeto novo e misterioso está me deixando muito feliz.

mas voltando ao não-abandono dos freelas. às vezes isto me faz esquecer que sou uma só. estou um pouco cansada demais, estressada demais (chorei no carro outro dia porque um motoboy chutou meu retrovisor) e precisando parar. para se somar a tudo isso ainda estou com a aimi e o paul em casa, ávidos por conhecer o rio, são paulo, churrasco, caipirinha. e, pior ainda, me dando broncas por eu trabalhar demais. confesso que ontem, cansada como estava, não estava com humor para ouvir lições de moral e acabei sendo um pouco rude.

a desiree já quase que se mudou por completo. já não dorme mais lá e só deixou o espelho do banheiro e umas caixas de leite na geladeira. eu preciso agora resolver a vida e começar a arrumar as coisas do jeito que quero. começando por comprar um ferro de passar roupa.

poisé. estamos assim. do nada, a vida deu mais uma volta. eu continuo andando, um passo de cada vez, mesmo quando acontece tanta coisa que parece que preciso juntar as forças para achar o equilíbrio.

e no resumo, tirando uma espinha que está doendo bem no canto da minha boca, está tudo bem.

22 January 2006

santa rita e as tardes de sol em família

só dá ela.

com a vovó lelê
com a mamãe

com a tia mais legal do mundo
com a mamãe e com a tia isa. no seu super carro conversível.

20 January 2006

uau

uau uau uau.
ACONTECEU.

mas, como ainda não estou acreditando, aviso na terça, que é quando começa.
só para constar: estou muito feliz.

trânsito em são paulo

acho que sou programada para fazer o "horário normal". o horário que todo mundo faz. o horário do trânsito. mesmo entrando mais tarde, seis da tarde já começa a coceirinha. péssima idéia para quem trabalha na putaquepariu da berrini.

quando chove - como ontem - a gente fica parado no trânsito. desliga o carro e espera.

wow

wow
wow
wow
wow:

it's happening!!!



19 January 2006

saber

acredito que um dos nossos primeiros "dar-se conta" é em relação ao nosso corpo. já mencionei minhas impressões sobre minha sobrinha, como eu acho que funciona a grande-tudo-menos-máquina que é o corpo humano. em como eu acredito na alma que é posta ali dentro e precisa descobrir como funciona, o que é, como se faz, ao mesmo tempo em que aprende como funciona, o que é e como se faz também o mundo a sua volta.

minha "teoria" tem como principal suposição que o processo de crescimento acontece continuamente e, mais que isso, conjuntamente. não acho que podemos nos dividir - no sentido literal - em corpo, espírito e intelecto e tentarmos trabalhar estas partes de uma maneira separada. nem que seu corpo possa estar bem, mas o espírito nem tanto.

à medida que crescemos, não acredito que o mecanismo mude. evolui, sem dúvida, junto com nossas experiências e o que conseguimos tirar delas (acreditem: há gente que nunca aprende), mas a maneira de aprender apenas se torna um pouco mais complexa, detalhada, cheia de pormenores.

sendo assim, chego à seguinte conclusão: quanto mais conhecemos nosso corpo e/ou nossa mente e/ou nossa relação com a espiritualidade, mais crescemos, mais próximos estamos de conseguir viver esta vida sem tanta angústia. sem tanto medo. ou sem sofrer tanto à toa.

olhar para dentro, no entanto, não é muito fácil. poucas pessoas fecham os olhos e conseguem conversar com elas mesmas, ou ver algo neste mundo particular, escuro, completamente intateável, ilógico. às vezes achamos algumas pistas e meditamos sobre o possível resultado do mistério. muito difícil: na maioria das tentativas lutamos contra o inimigo errado e perdemos tempo o derrotando para descobrirmos que o significado do problema não estava ali. irritante algumas vezes. frustrante outras.

mas a busca deste olhar é fundamental. ser franco, principalmente consigo, é o mais difícil mas o mais eficiente. e, baseado nas pistas, chegar a "descoberta" (com ajuda ou não) do grande inimigo me faz lembrar a alegria de conseguir quebrar mais um limite em algum esporte favorito. algo que, mesmo não alcançando novamente, estará sempre com você.

agência, job, berrini e tudo o mais

é engraçado trabalhar em uma agência de publicidade. o ritmo é diferente, os trabalhos, diferentes e as pessoas não poderiam deixar de ser diferentes também.

hoje saí um pouco mais cedo (no meio da chuva histérica que fez o trânsito parar) e perdi o bolo e champagne em comemoração da nova conta que o meu departamento ganhou. a agência onde trabalho, em comparação ao que já ouvi falar, é bem menos esdrúxula no quesito "comemorações". fiquei sabendo que a fischer américa estourava champagnes no jardim por uma semana, toda vez que ganhava uma conta nova (não sei se ainda faz, fiquei sabendo que eles estavam meio mal das pernas). e que a leo burnett dava de presente ao aniversariante a quantidade de dólares correspondente a quantidade de anos que a pessoa completava (coitado dos novinhos). uma coisa que a minha faz e que eu gosto são os pães quentinhos todos os dias de manhã. mas também achei divertido o fato do dono, ao receber um prêmio Xis na cidade Y, no país Z (sim, é grande assim sim), estar com o celular ligado falando com a agência toda.

em uma agência de publicidade você pode ter seu messenger ligado - sem abuso -, visitar sites diferentes, com filminhos e tudo, atualizar seu blog, fotolog, entrar no yahoogroups. pode entrar às 10 e sair às 19h, ou até mesmo às 18 se não tiver muito prá fazer. mas também deve estar preparado para ter que ficar até mais tarde (bem mais tarde) se alguma das mocinhas arrumadinhas do atendimento (eu nunca acreditei que elas eram arrumadinhas até conhecer, achava que era lenda esta história delas serem todas arrumadinhas) aparecer com um "job" exatamente na hora em que você está desligando seu computador.

tpm

quando eu começo a chorar assistindo propaganda...
... é um mau sinal.