10 April 2006
branco
é, é aquela coisa mesmo que a gente vê em final de filme americano.
mas foi assim mesmo que aconteceu: em itamambuca, com cadeiras na praia, com arcos de flores, com um terapeuta holístico celebrando a cerimônia. sim, foi hippie assim mesmo, com a chuva caindo fininha até o final, para desabar em alto estilo sobre todos os convidados [vestidos de branco] enquanto se dirigiam para a festa, na casa do noivo. sim, teve distribuição de óculos, de pom-pom e teve tio e mais tio dançando ymca até 4 da manhã.
mas descobri - mais uma vez - que adoro todas estas coisas que acontecem sempre, que se repetem todo casamento, não importa aonde aconteça. chorei muito durante a cerimônia - estar ao ar livre, com o dia caindo, o mar, aquelas montanhas, e ter visto uma partezinha da vida dos dois, o nascimento do natan, a história dando certo.
e depois, festa. pura e simplesmente. com meus novos amigos "maus-caráter" [piada interna,hihihi], o mínimo que dava era prá aloprar.
escrito por madame min 0 pitaco(s). pitaque você também!
vê se pode
imoral says:
have you watched that movie?
julie- any time, many times says:
:D
julie- any time, many times says:
which?
imoral says:
the one full of penguins
julie- any time, many times says:
march of the emperors? or fuck my penguin 3000
julie- any time, many times says:
did you?
imoral says:
ahahahahahahhahahahahaha
julie- any time, many times says:
i missed it renata
imoral says:
oh no
julie- any time, many times says:
i fell asleep on the bus
escrito por madame min 0 pitaco(s). pitaque você também!
comments! comments!
gente, eu não sabia! olha só que besta: eu deixei ativada aqui no blogger uma tal ferramentinha que dizia que eu tinha que autorizar todos os comentários! ou seja: eles tinham que passar por uma aprovação minha.
tudo bem que eu até gostei do poder a mim consentido, mas alguém consegue imaginar isto: eu de censora? ahahha justo eu que não, né? poisé. então agora eu já desativei a ferramentinha e posso ler toooodos os comentários que colocarem aqui.
e posso pedir? comente, por favor? eu ficava tããão triste que ninguém nunca dizia nada...
:D
escrito por madame min 26 pitaco(s). pitaque você também!
08 April 2006
sexta feira em e-town
é uma delícia quando chega sexta feira, principalmente uma sexta feira assim. eu e laurinha viemos aqui do lado de casa e jantamos uma deliciosa picanha, uma picanha gigantona (to com a barriga cheia até agora), eu e ela, enquanto bebíamos caipirinha no bar.
depois a gente passou na locadora e pegou um filme - sempre os romantiquinhos, ai, como a gente é... - prá assistir e a gente assistiu as duas deitadas na cama com o lorão no meio. sim, porque eu até tenho um aparelho de dvd, mas não funciona. : (
o filme era um filme tão bonitinho, chamado elizabethtown, e eu chorei quieta escondida da laura - sou muito boa em chorar escondido sem que a pessoa ao lado veja - principalmente porque o moço do filme - gente, não sabia que o orlando bloom era tão bonito - perdia o pai, tinha um reencontro com a família, etc etc etc e, vocês sabem, estas coisas me tocam tanto tanto tanto, eu nem sei dizer porquê.
daí no final eu vi que o moço que dirigiu o filme é o mesmo de um outro filme que eu gosto muito, chamado quase famosos. o nome dele é cameron crowe - o diretor. então eu entendi talvez porque tenha gostado tanto.
fora que a laurinha é uma queridinha da silva e dorme pra chuchu. e agora, 8 da manhã, enquanto eu arrumo minhas malas - vou prá praia, eba! - ela fica lá dormindo só prá eu ficar com uma inveja da facilidade da garota em fechar os olhos e pá-pum.
uf, mas já falei muito, é que meu coração tá todo mole por causa da história de elizabethtown, igual ficou com a história de quase famosos. e quando meu coração fica mole desse jeito, eu gosto de escrever, escrever, escrever até não aguentar mais e consigo escrever um post enooooorme só sobre elizabethtown. como pode eu ficar assim tão manteiga em filmes e comédias de amor???
escrito por madame min 1 pitaco(s). pitaque você também!
07 April 2006
você já sentiu vergonha pelos outros?
e não, não estou falando de pessoas que vão no big brother. neste caso, pelos outros próximos?
escrito por madame min 1 pitaco(s). pitaque você também!
06 April 2006
eu e minha boca grande
(ou conversa de elevador)
amiga:
e aí, rê, fez o crachá?
eu, irônica:
não, tava uma puta fila. aliás, como tudo aqui, né? fila prá comer, fila prá entrar no elevador, fila pro café, fila, fila, fila. até pro xerox outro dia tinha fila. aiaiiaiaia
[amiga fazendo uma cara de 'fica quieta']
terceira pessoa xis-da-firma, se intrometendo, com um ar de 'se toca, minha filha':
poisé, né? mas que bom que tem fila, você não acha? imagina se não tem fila? se começam a despedir todo mundo? que bom que tem muita gente, né? que daí significa que você tem o seu emprego.
[amiga, olhando prá mim com uma cara de 'não responda']
eu, boba, assustada:
... éhmm... ahmm...
5 minutos depois, no msn
rê diz:
meu, quem é esta louca?
despedir dá febre diz:
então, ia te falar pra vc ficar quieta aquela hora, mas você não percebeu. ela é filha do Fulano de Tal.
rê diz:
e aí? quem diabos é Fulano de Tal?
despedir dá febre diz:
diretorzão, ão, ão do depto XXX da empresa toda! a família toda trabalha aqui.
rê diz:
puta merda. tinha que ser, né? ainda bem que eu já fiz crachá.
moral da história: lembrar-se sempre de que, quando a firrrma é grande, todo mundo no elevador é também da firma. e que, além de ser da firma, tem gente que também É da Firma. portanto, silêncio sempre no elevador da firma.
escrito por madame min 0 pitaco(s). pitaque você também!
como é bom
quem me viu, quem me vê:
nos últimos meses, o momento mais sofrido era o de voltar prá casa e encarar a solidão. encarar a casa vazia, o silêncio, a falta de vida. a televisão era mãe, pai, prima, tia, amiga.
hoje voltando prá casa, tudo o que eu mais queria era o meu silêncio, a minha paz em estar sozinha. a casa continua vazia, o silêncio está aqui, a televisão também (mas cheguei um pouco tarde e perdi as coisas interessantes - não é semrpe que se está com saco prá lulu gimenez). mas eu, apesar de estar um fiapinho de gente de tão cansada, de estar com o ombro mega dolorido e inchado - adeus boxe -, de não ter dormido direito, de ressaca prolongada, etc etc, me sinto tão tão tão cheia de vida que tudo isso fica num local quase irrelevante.
e tudo isso mérito meu, só meu.
é, um caco, mas feliz.
uuuuuuufi.
e só para constar: digitar deitada no sofá da sala só de meia, calcinha e camiseta é um luxo que só assim eu poderia ter. quem precisa de muito pro vidão?
escrito por madame min 0 pitaco(s). pitaque você também!
um livro fofo...
... veio bater hoje na minha porta.
foi direto prá estante, fazer companhia pros irmãozinhos.
escrito por madame min 0 pitaco(s). pitaque você também!
eu e a gi no museu da língua portuguesa
e vou ver se roubo as fotos restantes do computador do al prá depois colocar aqui. apesar de rápida, foi uma visita muito legal. ficar brincando com as palavrinhas foi apenas mais uma adolescentagem na lista já repleta. será que eu vou ser um moleque assim prá sempre?
escrito por madame min 0 pitaco(s). pitaque você também!
esquecer, prá mim, é como perder dinheiro.
- sábio graciliano ramos
escrito por madame min 0 pitaco(s). pitaque você também!
05 April 2006
firrrma
pronto, agora já foi. exame médico. auxílio médico. plano odontológico. políticas da empresa. apresentações de rh. rh. pausa para o lanche (!). assinatura de contrato. regras de confidencialidade. um parto de 5 horas. e eu, a partir de hoje, faço parte da firma.
olhando agora, não consigo imaginar de onde vem o pedantismo de alguns "modernos" da empresa. [claro que, olhando agora de novo, vejo que existe também (e mutcho) o pedantismo que vem de fora, o meu pedantismo, que se baseia no achismo do pedantismo alheio e é tão ruim quanto: tem gente muitissíssimo legal por ali]. mas isso não serve prá nada: o que quero dizer mesmo é que a empresa é firmão - ão, ão, ão - qualquer como qualquer outra, com seus mecanismos iguais, a mega-burocracia igual, a mesma história igual. e a mesma jurassiquiedade igual.
mas é que, lá dentro, a história muda um pouco. quando se chega no nível menor de todos, aí muda. a gente tem pessoas especialíssimas e situações que ficam guardadas com carinho. como o alceu [prêmio do chefe mais fofo e querido da década] empolgado com o projeto novo, as piadas da milena, os estudos [taaantos], os projetos, os novos ilustradores [eles sempre tão empolgados quanto a gente], a mudança. até mesmo a reunião de pauta [uurgh!]. até mesmo a reunião de conteúdo mobile [ok, ok, essa tem um plus], até mesmo ir encontrar um muro para ser o fundo de uma matéria, ter que achar uma carta xis, descobrir o que significa a sigla Y, ter o cardápio do almoço no site, ficar presa na escada de incêndio (ops, contei), entre tantas outras histórias (são tantas já, mesmo com dois meses só).
tenho conhecido pessoas importantes. e têm acontecido coisas importantes. a primeira prioridade que pesei quando decidi entrar na firrrrma - com todas as implicações que isso teria (como ficar matutando sempre se não devia esperar um pouco mais antes de assumir o corporate) - realmente não foi profissional. com toda a carga emocional pesadíssima com que minhas costas estavam lidando naquela época, a única coisa que não podia fazer era ficar em casa sozinha amargurando mais. e trabalhar na firma tem isso mesmo: cada dia uma história, uma pessoa, uma situação - já falei-; e todas elas impagáveis. desde os vários cafés por dia - e o amadurecimento da história, não do café -, passando pelos famosos histéricos até mesmo os encontros inevitáveis.
misturado com isso tudo, vou me acostumando cada vez mais também profissionalmente ao lugar onde estou (não é nem um pouco difícil) e às coisas que estou fazendo. e, acredite, ser designer na revista é beeem diferente do designer de um escritório de design.
dá medo? ô, se dá. assinar contratos sempre dá medo: são vínculos, compromissos. mas são exatamente isso também: vínculos, compromissos. e, por um outro lado, não é isso também isso o que a gente quer?
escrito por madame min 1 pitaco(s). pitaque você também!
04 April 2006
pra ter
são poucos os filmes de que gostei muuuuito, que assistiria duas vezes. acabei lendo sobre um ontem e vendo a propaganda de outro hoje. são "o brilho eterno de uma mente sem lembranças" (um dos filmes mais lindos - e emblemáticos de uma fase - que eu já vi) e "o homem que não estava lá".
só prá anotar.
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03 April 2006
a-dou-ro
luciana gimenez: sou fã!
só ela mesmo prá entrevistar um tal de "sady baby" (who the porra is sady baby?***), que diz que faz sexo com plantas e animais e, ainda por cima, colocar como "juízes de acusação" uma atrizinha de oitava categoria, um ex-pastor e um traveco com uma puuuuta boca de boquete, redondinha.
quem precisa de mais diversão quando se tem o super pop?
*** google em sady baby: ator e diretor de pornochanchadas brasileiras da década de 80. seguem alguns dos filmes que o nosso amigo dirigiu (ahahhahaha, não consigo parar de rir um minuto)
1987 - No Calor do Buraco
1986 - Caiu de Boca
1986 - O Come Tudo
1985 - De C... Pra Cima
1985 - Mil e Uma Maneiras de Sexo Explícito
1985 - A Praia da Sacanagem
1984 - Paraíso da Sacanagem
1983 - Escândalo na Sociedade
1983 - Meninas, Virgens e P...
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adorei a parte que me toca
Oi Renataaaaaaaa...
Pô, obrigado por tudo... me trataram super bem, brigadão mesmo!
você é a simpatia em pessoa. hehehehe
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boatos
ouvi um boato duma banda famosa que vem pro tim festival. uma banda que tem uma música só que eu gosto muito. situação difícil. mas se a condição financeira colaborar, eu juro que pago só pra ouvir high and dry.
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foreign country
he was reaching for my treasure
as I held it high
standing on a stool twelwe feet high
had it made in foreign country
way out east
one on one we all must meet
bend them 'till they bleed
thats all I need, thats all I need
travelling on domestic train
wont lead me astray
that was just an offer I had to, had to take,
I had to take.
thats all, thats all I know.
escrito por madame min 0 pitaco(s). pitaque você também!
02 April 2006
papai do céu, me ajude
a só viver o que eu tenho. e a só amar o que eu possa ter.
um dia.
amém.
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fim de semana
com sol, com pôr-do-sol, com lavada no jogo de tranca, com cobertorzão, com cheiro de grama, com risadeira, com cerveja, caipirinha e marcus james (ieeequi!), com acordar super tarde (11 e meia no sábado e 9 e meia no domingo), com churrasco, com bebedeira (alheia), com futrica, com mato, com um delicioso capeleti au brodo (não sei como se escreve), com milhões de nomes pro gato alheio, com mais risadeira, com pier, com algumas picadas de pernilongo, com muita costura (trabalho!), com corte no dedo, com uma mini-noinha entendível, com uma choradinha escondidinha no banheiro, com vagalume, com azulejos azuis de florzinha e tijolinhos à vista brancos, com uma casa adorável, com um final de domingo sentada no sofá da casa da amiga tomando cerveja e falando tudo sobre a vida, as histórias da nossa vida, os planos da nossa vida, os sentimentos, as amizades da nossa vida, o amor da nossa vida, as plantas que a gente compra e os deliciosos finais de semana. tudo isso que a gente tem.
escrito por madame min 0 pitaco(s). pitaque você também!
