15 November 2006

festa no apê

clique para ler! (logo eu posto mais fotos)

festa:
de 11 da noite às 5 e meia da manhã (sim, eu vi o dia nascer)
105 convidados (dado do porteiro)
3 reclamações leves
grande concentração de gente bonita
muito beijo
infinitas cervejas (com direito a re-compra às 4 da manhã)
pouca luz
pouca sujeira (plástico bolha no chão é o que há)
som alto
quantidade enorme de amigos
muita dança
quatro "parabéns a você", puxados pela giu e um puxado pela nana, no meio da "pista"

saldo:
uma renatinha absurdamente feliz

13 November 2006

ainda não voltei da pausa

mas é que eu não consigo, mesmo estando assim, querendo ficar feliz e quieta, este tanto, monte, estas coisas. : D . então não vai nada do hoje, vão só algumas coisas que eu achei por aqui, que eu escrevi faz tempo. a maioria trechos de histórias que eu fiquei inventando quando não tinha o que fazer.

folhas
"gostava de andar por entre aquelas árvores, caminhando devagar, prestando atenção no movimento das folhas tocadas pelo vento. cada planta balançava para um lado como se, de olhos fechados, dançassem juntas a mesma música, cada uma à sua maneira. de repente, minha mente recuperava o raciocínio - levado junto com o vento em algum momento de distração - e me percebia no meio daquela farra, com suas dançarinas descoordenadas e desorientadas se movendo do único modo que era possível. "

depois do concerto

"que sinfonia fariam
minhas emoções em voz alta
um coro sem ritmo, sem melodia
acento grave, dor aguda
sussuro sonoro
de pequenas vontades"

diálogo
"- [eu te amo]
- Oi?
- Não falei nada.
- Achei que tivesse ouvido alguma coisa.
- Foi só o meu pensamento.
- Então tá.
- Tchau
- Tchau."


entrevista com teresa
"Fiquei ali parada na frente dela por horas. Pelo menos pareceram horas. Quando estou trabalhando desta maneira, não consigo perceber o tempo. Mas mesmo que ele passe, sempre termino achando que metade da minha vida ficou para trás.

Estava há dois dias procurando por Teresa. Mulher baixa, gorda, usava roupas folgadas que permitiam que seu corpo virasse uma matéria pastosa e preenchesse todos os espaços vazios. Eu não conseguia entender sua agilidade. Seu transitar por aquele mato fechado. Teresa era bicho, desses grandes, era assim que eu entendia. Não se enroscava, não perdia um minuto. Os olhos estavam constantemente úmidos e cansados. Olhavam fixamente sempre para um ponto além de mim. Numa de suas pausas, não aguentei e me virei rapidamente umas duas vezes. Tinha medo de que quando me virasse novamente para fitá-la, ela já não estivesse mais lá. Mas ela sempre estava. E quando tentava ver o que ela via, só enxergava o que dava para ser visto. E eu nunca era nada de mais."

10 November 2006

uma pequena pausa.
eu volto depois dos comerciais.

07 November 2006

e porque anteontem eu terminei de ler um livro do noam chomsky (doutrinas e visões), agora eu resolvi que preciso fazer alguma coisa pelo mundo. daí combinei com a laurinha da gente tentar reciclar o nosso lixo.

tá, talvez vocês me perguntem porque diabos é que depois de ler noam chomsky, a gente resolveu reciclar o lixo e não nos juntarmos a um exército anti-estadunidense. acho que é por causa do prefácio, que é muito bom, muito bom mesmo.

uma hora eu vejo se eu o copio aqui, mas fala que se os etês viessem nos olhar, eles não nos considerariam formas inteligentes de vida, afinal de contas, nós somos os únicos seres que estamos trazendo chaos (com h, o livro tava em ingrish) e destruição pro nosso proprio mundo.

u-hu. agora eu sou uma rebelde com causa! ufa, estava precisando de uma.

06 November 2006

confusão da uma da manhã

laura. por que eu tenho uma laura que é especial e que ficou linda hoje toda maquiadinha abrindo e fechando uma caixinha e me dando uma força e me aguentando de diretora de vinhetas histérica e insegura. por que eu não sei direito me comunicar com as pessoas e por que depois de um ponto eu sou mais dura que uma pedra e mais fechada que um cofre. e ela me respeita por tudo isso.

por que já é tarde e eu tive um dia cansado, mas um dia bom, cheio de coisas finais. e porque agora já faltam só dez dias pra eu fazer aniversário e eu posso inaugurar meu inferno astral com uma tpm monstro e dizer que eu estou sensível pra cacete e que, mesmo morrendo de sono, eu queria mais era ficar escrevendo, escrevendo, escrevendo, só pra dizer um monte de verdades pra um monte de pessoas e ver se eu tirava daqui de dentro este novelinho de sentimentos, que é um fio de sentimentos compridos que nunca vão parar de sair.

por isso eu desisto.
boa noite.
tchau.

um post importante

deixa eu contar uma coisa boba, mas uma coisa que eu achei bem especial:

não sei se vocês sabem direito, mas faço parte de uma (roubada-mor) monitoria de uma matéria que a firma dá com a usp, na eca. nós, os monitores, temos que ir assistir às palestras dos "grandes mestres" da firma e ser monitores de um grupo de alunos em um trabalho final. este trabalho final consiste em pegar uma matéria pronta e melhorá-la de acordo com o que foi aprendido no curso.

hoje foi a apresentação do meu grupo. era pra ser na semana que vem, mas por problemas de tempo/agenda, tivemos que apresentar hoje. a garota de editoração (o grupo eram duas meninas, uma jornalista e outra de editoração) passou mal e a jornalista, uma menina fofa, foi lá apresentar.

foi logo depois de uma apresentação controversa (uma das meninas sem-noção do grupo anterior só sabia meter o pau, e de um jeito que foi até engraçado). antes do nervoso, falei pra ela que ah, ia ser tudo bem, para ela ir na manha, dizer o que não tínhamos gostado na matéria principal e tal. e assim foi. até a parte em que ela mostrou o abre que fizemos juntas. "oooh!" - e as pessoas olhando pra mim, dizendo "mandou bem, hein renata" (como se fosse eu quem tivesse feito). e depois o resto da matéria. algumas ressalvas, mas ela se virou bem rebatendo as críticas. e a designer da revista ainda pediu as prints para mostrar pra chefe.

no final da "aula", a aluna chegou pra mim e disse: "obrigada, renata, aprendi muito. até instalei o indesign no meu computador e agora eu presto atenção nas coisas que você mencionou, alinhamento, detalhes, o jeito de mexer com as fotos... aprendi muito com você".

não foi nada de mais. mas é que eu quero ser professora e eu nunca me sinto muito segura em relação ao meu lado profissional. é, talvez com poucas coisas eu me sinta segura mesmo.

e daí eu fiquei feliz, sabe? com um orgulhinho dela ter me agradecido. de ter feito uma marquinha, mesmo que pequena, minúscula, um quase nada, uma mudanciquinha -inha -inha em alguém. me senti importante.

e é isso. e é por isso que mesmo chegando em casa às 10 pra uma da manhã, depois de comer caneloni com a mari e estar cansadona, que eu queria registrar um pedaço do que estou sentindo.

má educação

como pode a gente chorar tanto num filme sem nem entender porquê?

03 November 2006

tem horas que eu acho que não tem muito mais jeito não. que a gente tem que ir lá e seguir com o que tem, porque não tem mais o que fazer. eu às vezes me sinto angustiada com isso. isso da esperança dar uma fraquejada, sabe?

eu estava lendo um livro sobre (de) um colombiano que vai pra paris tentar a vida, no final dos anos 90. eu estava me sentindo tão próxima dele, entendendo a sua melancolia, uma parte da sua tristeza, do sentimento do vazio que aparece quando a gente vive um tipo de vida. só que daí no final ele... eu não vou contar o final. (eu estou me sentindo sozinha)

"Cheguei em Sofia num dia de primavera, meu amor
A cidade em que nasceste cheira a tília
Não poderia contar-te a acolhida dos teus
concidadãos
A cidade em que nasceste é para mim a casa
de um irmão
Mas nem mesmo a casa de um irmão poderia
fazer esquecer a própria casa
É um ofício muito duro o exílio,
muito duro"

de Nâzim Hikmet, citado no livro A síndrome de Ulisses, de Santiago Gamboa

coisa fofa

bonequinha

aproveitei o dia de feriado para ajudar a meri - minha irmã, mãe da maria clara - a montar o site das coisinhas que ela anda pintando.

são diversas caixinhas, enfeites de natal, bonequinhas, quadrinhos, etc etc a preços super acessíveis. são ótimas sugestões de presente de natal, aniversário, ano-novo etc etc. e mais: qualquer coisa que você estiver pensando ela faz também, por encomenda. e os preços não aumentam por isso.

qualidade da família garantida ; )

maria clara

vim ver minha sobrinha, que está andando e disse "tia rê" hoje enquanto comia milho verde na sala.


maria clara
Video sent by cuecasvermelhas


com a tia na piscina
de robe verdinho e de cabelinho moderno
sem parar quieta um minuto
:))

01 November 2006

there's a light...

Take me out tonight
Where theres music and theres people
And theyre young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I havent got one
Anymore

Take me out tonight
Because I want to see people and i
Want to see life
Driving in your car
Oh, please dont drop me home
Because its not my home, its their
Home, and Im welcome no more

And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine

Take me out tonight
Take me anywhere, I dont care
I dont care, I dont care
And in the darkened underpass
I thought oh god, my chance has come at last
(but then a strange fear gripped me and i
Just couldnt ask)

Take me out tonight
Oh, take me anywhere, I dont care
I dont care, I dont care
Driving in your car
I never never want to go home
Because I havent got one, da ...
Oh, I havent got one

And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine

Oh, there is a light and it never goes out

31 October 2006

curtas

1. eu hoje fui almoçar com a giu e um amigo nosso pra quem queremos pedir ajuda no trabalho, lá no consulado britânico. confesso que a quantidade de cerveja ingerida em plena terça/quinta feira me fez deixar o tempo passar mais rápido e um tanto mais malemolente.

2. ao mesmo tempo em que adoro poder fazer coisas além do básico 1, tem horas que eu fico com preguiça. muita responsabilidade, coordenação, organização. é isso: como pode eu, que não consigo pagar uma conta em dia, ser responsável por produzir uma coisa tão importante? poisé. aconteceu, virou xxx, coisa importante.

3. "quer sair comigo hoje?"
"aonde você vai?"
"é aniversário de uma amigona, vamos no inferno"
"inferno? é uma balada do povo do róque, né?"
"é"
"tô fora, ô renatinha, hoje eu quero mais é ir pro céu"

4. tomei gosto pela coisa: agora eu seco a franja com o secador todos os dias. tooodos os dias não, mas vários dias. tem dia que a gente não tem saco mesmo, ainda mais quando tá de ressaca e vai com aquele cabelão armado daquele jeito mesmo. eu já fui até de havaiana trabalhar. havaiana é moderninho, então pode. mas voltando ao secador: fiquei mais bonita e charmosa e gostosa e tudo o mais. sim, sei que é um excesso de autoconfiança gerado por um aparelho elétrico, mas é isso aí. a franja não cede ao redemoinho e, com os cuidados do leave-in, meu cabelo não me deixa mais parecendo a gal costa. "meu nome é gaaaal", nunca mais.

e só. pra gastar linhas falando de um secador, dá pra ver que minha vida anda meio sem graça.
pelo menos é o que parece.
: ]

(mentira, vão acontecer várias coisas loucas e boas e que vocês nem poderiam imaginar nestes próximos dias. é só que ainda não aconteceram. e eu não vou poder contar nem depois que acontecerem. só depois de muuuito tempo e de algo a mais concretizado. - ooooh gódi! - figas. cadê as estrelas cadentes pra gente poder fazer pedidos, hein, hein? acho que só odeio são paulo mesmo quando quero fazer pedido pras estrelas cadentes)

30 October 2006

wait.

They don't love you like I love you.

"this is yeah yeah yeahs' LOOOVE SOOONG!!!"
(gente, como grita a bichinha da karen o. ...)

tim

o povo antes, durante e depois do show



daft punk is playing at my house




yeah yeah yeahs











thievery corporation











tv on the radio








mombojó





27 October 2006


da casa da fazenda, num sábado à noite, com exposição longa da máquina de uma amiga. já está na hora de ir pra lá de novo...

26 October 2006

my way

And now, the end is here
And so I face the final curtain
My friend, I'll say it clear
I'll state my case, of which I'm certain
I've lived a life that's full
I traveled each and ev'ry highway
And more, much more than this, I did it my way

Regrets, I've had a few
But then again, too few to mention
I did what I had to do and saw it through without exemption
I planned each charted course, each careful step along the byway
And more, much more than this, I did it my way

Yes, there were times, I'm sure you knew
When I bit off more than I could chew
But through it all, when there was doubt
I ate it up and spit it out
I faced it all and I stood tall and did it my way

I've loved, I've laughed and cried
I've had my fill, my share of losing
And now, as tears subside, I find it all so amusing
To think I did all that
And may I say, not in a shy way,
"Oh, no, oh, no, not me, I did it my way"

For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught
To say the things he truly feels and not the words of one who kneels
The record shows I took the blows and did it my way!

25 October 2006

bibi

só porque eu adorei encarnar a bibi de novo no fim de semana passado. ; o

t-e-e-n

conseguimos credencial para ir ver herbie hancock na sexta feira, no esgotadíssimo show que acontece no auditório. parece que vai ser uma boa apresentação - ele é um dos poucos caras que não é chato - e, pelo contrário, prezou por fazer um disco mais pop ainda no seu último trabalho.

pra domingo também rolou a bocada de ir de fotógrafa de novo - e ver algumas das músicas lá de pertinho. não tem nada que eu goste muito - tv on the radio é o que eu mais gosto, com uma musiquinha bonitinha chamada "the wrong way" - e na verdade o tim não me é algo que me dá as melhores lembranças, mas vou mesmo assim.

vejo vocês por lá. : )

23 October 2006

hihihihi

máquinas do tempo

há apenas duas certezas: uma da morte, que acontecerá e outra das máquinas do tempo, que nunca vão aparecer. sim, porque se elas existissem, já teríamos aqui com a gente viajantes do futuro.

hoje faz um ano de um dia muito ruim. desses que me fazem ter vontade de máquinas do tempo.