19 January 2006

saber

acredito que um dos nossos primeiros "dar-se conta" é em relação ao nosso corpo. já mencionei minhas impressões sobre minha sobrinha, como eu acho que funciona a grande-tudo-menos-máquina que é o corpo humano. em como eu acredito na alma que é posta ali dentro e precisa descobrir como funciona, o que é, como se faz, ao mesmo tempo em que aprende como funciona, o que é e como se faz também o mundo a sua volta.

minha "teoria" tem como principal suposição que o processo de crescimento acontece continuamente e, mais que isso, conjuntamente. não acho que podemos nos dividir - no sentido literal - em corpo, espírito e intelecto e tentarmos trabalhar estas partes de uma maneira separada. nem que seu corpo possa estar bem, mas o espírito nem tanto.

à medida que crescemos, não acredito que o mecanismo mude. evolui, sem dúvida, junto com nossas experiências e o que conseguimos tirar delas (acreditem: há gente que nunca aprende), mas a maneira de aprender apenas se torna um pouco mais complexa, detalhada, cheia de pormenores.

sendo assim, chego à seguinte conclusão: quanto mais conhecemos nosso corpo e/ou nossa mente e/ou nossa relação com a espiritualidade, mais crescemos, mais próximos estamos de conseguir viver esta vida sem tanta angústia. sem tanto medo. ou sem sofrer tanto à toa.

olhar para dentro, no entanto, não é muito fácil. poucas pessoas fecham os olhos e conseguem conversar com elas mesmas, ou ver algo neste mundo particular, escuro, completamente intateável, ilógico. às vezes achamos algumas pistas e meditamos sobre o possível resultado do mistério. muito difícil: na maioria das tentativas lutamos contra o inimigo errado e perdemos tempo o derrotando para descobrirmos que o significado do problema não estava ali. irritante algumas vezes. frustrante outras.

mas a busca deste olhar é fundamental. ser franco, principalmente consigo, é o mais difícil mas o mais eficiente. e, baseado nas pistas, chegar a "descoberta" (com ajuda ou não) do grande inimigo me faz lembrar a alegria de conseguir quebrar mais um limite em algum esporte favorito. algo que, mesmo não alcançando novamente, estará sempre com você.

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